ONU alerta para recorde de deslocamento forçado de crianças na África Ocidental e Central

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Com mais de 7 milhões de crianças na África Ocidental e Central arrancadas de suas casas todos os anos devido à violência, à pobreza e às mudanças climáticas – e com projeções de que esse número continuará a aumentar –, o UNICEF pediu mais esforços para garantir que as crianças migrantes e deslocadas sejam protegidas da exploração e do abuso. A agência da ONU observou que quase um terço desse número permaneceu na África Subsaariana, e menos de uma em cada cinco foi para a Europa.

Um menino caminha em um banco de areia em torno de um campo de refugiados em M'bera, na Mauritânia. Foto: UNICEF / Dragaj

Um menino caminha em um banco de areia em torno de um campo de refugiados em M’bera, na Mauritânia. Foto: UNICEF / Dragaj

Com mais de 7 milhões de crianças na África Ocidental e Central arrancadas de suas casas todos os anos devido à violência, à pobreza e às mudanças climáticas – e com projeções de que esse número continuará a aumentar –, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu mais esforços para garantir que as crianças migrantes e deslocadas sejam protegidas da exploração e do abuso.

Em um relatório divulgado nesse mês, a agência da ONU observou que quase um terço desse número permaneceu na África Subsaariana, e menos de uma em cada cinco foi para a Europa.

“As crianças na África Ocidental e Central estão se movendo em maior número do que nunca antes observado […], a maioria delas na África, não para a Europa ou para outro lugar”, disse Marie-Pierre Poirier, diretora-regional do UNICEF na região.

“Devemos ampliar a discussão sobre a migração para abranger as vulnerabilidades de todas as crianças em movimento e expandir os sistemas para protegê-los, em todos os destinos pretendidos.”

O relatório, com base em uma série de entrevistas com migrantes e suas famílias de vários países, revelou um conjunto complexo de fatores para a migração para além da pobreza.

Além dos conflitos, da insegurança, da pobreza e da falta de serviços, as mudanças climáticas também obrigam muitos na África Ocidental e Central a abandonar suas casas.

Além disso, com estimativas de que a região poderia ver um aumento de temperatura de três a quatro graus Celsius neste século – uma vez e meia mais do que em qualquer outro lugar do mundo –, o aumento das tensões e hostilidades em relação ao acesso aos recursos poderia aumentar ainda mais o número de pessoas em deslocamento forçado.


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