ONU alerta para o possibilidade de escalada de mortes em função do aumento do calor

De 2005 a 2014, uma média de 25 grandes ondas de calor foram registradas por ano, resultando em uma média anual de mortes de 7.232 mil. 2016 deverá ser o ano mais quente já registrado pela Organização Meteorológica Mundial.

Solo seco e rachaduras por conta da falta de água, em Bol, no Chade. Foto: UNICEF / Patricia Esteve

Solo seco e rachaduras por conta da falta de água, em Bol, no Chade. Foto: UNICEF / Patricia Esteve

O Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR) alertou que mudanças climáticas podem provocar mais mortes por ondas de calor e pediu mais medidas preventivas para reduzir este tipo de mortalidade.

O alerta foi divulgado após a Organização Meteorológica Mundial (OMM) anunciar que as temperaturas globais dos primeiros seis meses deste ano atingiram novos recordes, colocando o ano de 2016 no caminho para se tornar o mais quente já registrado. Segundo a OMM, na semana passada, a temperatura atingiu 54°C no Kuwait.

De 2005 a 2014, uma média de 25 grandes ondas de calor foram registradas por ano, resultando em uma média anual de mortes de 7.232 mil. Em 2015 – o ano mais quente até então registrado -, foram contabilizadas 3.275 mil mortes devido a ondas de calor na França, 2.248 mil na Índia e 1.229 mil no Paquistão.

“A mudança climática está ampliando o impacto de muitos eventos climáticos extremos, incluindo as ondas de calor”, afirmou o chefe da UNISDR, Robert Glasser. Ele pediu mas esforços para assegurar que os mais pobres e vulneráveis – incluindo refugiados,  crianças, idosos e pessoas com deficiência –  tenham acesso à água e abrigo adequado e recebam proteção contra o calor.

O tema deste ano do Dia Internacional para a Redução de Desastres, celebrado em 13 de outubro, é a redução da mortalidade.