ONU alerta para necessidade de assistência alimentar contínua a civis na Síria

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Quase 1 milhão de sírios voltaram para casa em meio à segurança reforçada, mas encontraram lares destruídos e meios de vida perdidos, disse a agência de assistência alimentar de emergência da ONU na terça-feira (23), lembrando que muitos civis ainda precisam de ajuda.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), enquanto os preços de alimentos caíram na Síria devido à facilitação dos transportes, o clima instável prejudica severamente a produção de cereais, resultando na menor safra de trigo em quase três décadas.

Prédios destruídos em Douma, Ghouta Oriental. Foto: ACNUR/Vivian Tou’meh

Prédios destruídos em Douma, Ghouta Oriental. Foto: ACNUR/Vivian Tou’meh

Quase 1 milhão de sírios voltaram para casa em meio à segurança reforçada, mas encontraram lares destruídos e meios de vida perdidos, disse a agência de assistência alimentar de emergência da ONU na terça-feira (23), lembrando que muitos civis ainda precisam de ajuda.

De acordo com o Programa Mundial de Alimentos (PMA), enquanto os preços de alimentos caíram na Síria devido à facilitação dos transportes, o clima instável prejudica severamente a produção de cereais, resultando na menor safra de trigo em quase três décadas.

“É provável que todos na Síria serão, de alguma maneira, afetados pela safra catastrófica de trigo – pessoas terão menos trigo ou pagarão mais por ele”, disse o porta-voz do PMA, Hervé Verhoosel, a jornalistas em coletiva em Genebra.

“Assistência alimentar em escala contínua é vital”, afirmou, destacando também que sírios que voltam para casa “precisam de mercados ativos, empregos e apoio”.

Em resposta, o PMA está apoiando a produção de alimentos e projetos de geração de renda em áreas que são seguras e possuem mercados funcionais, além de priorizar recuperações de longo prazo. No entanto, seus esforços são limitados por uma falta severa de recursos.

Até março de 2019, a agência da ONU precisa de cerca de 136 milhões de dólares para operações na Síria, explicou Verhoosel, necessitando de “financiamentos confiáveis e previsíveis para planejar e manter o suporte vital de assistência alimentar do qual milhões de sírios vulneráveis dependem”.

Em toda a Síria, mais de 13 milhões pessoas continuam dependendo de assistência humanitária. Destas pessoas, mais de 6 milhões são deslocadas internas afetadas pela insegurança alimentar.

Chefe do PMA vai à Síria

Enquanto isso, o diretor-executivo da agência da ONU, David Beasley, está na Síria, visitando os enclaves anteriormente sitiados de Ghouta Oriental e da zona rural de Damasco.

Lá, ele visitou um local de refeições escolares, um ponto de distribuição de comida e a residência de moradores de Zamalka, que se beneficiam de programas de assistência do PMA.

“O propósito da visita é obter um entendimento melhor da situação em campo, especialmente dada a safra do trigo”, disse Verhoosel.

Na quarta-feira, Beasely viajou ao Líbano, que abriga quase 1 milhão de refugiados sírios, 700 mil destes dependentes de auxílio alimentar do PMA.


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