ONU alerta para deslocamento em massa de civis com avanço de forças iraquianas em Tal Afar

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A chefe humanitária das Nações Unidas no Iraque alertou no domingo (20) sobre as consequências do deslocamento de milhares de civis que devem fugir da cidade de Tal Afar e de comunidades próximas durante a operação militar iraquiana para retomar essas áreas do poder do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh).

Mais de 30 mil pessoas já fugiram do distrito, disse a chefe humanitária, segundo a qual não se sabe quantos civis ainda estão em áreas de conflito. A expectativa, no entanto, é de que milhares fujam nos próximos dias e semanas.

Crianças iraquianas que fugiram de Tal Afar abrigam-se em escolas, mesquitas e construções inacabadas na área de Sinjar, província de Ninawa. Foto: Crescente Vermelho Iraquiano/OCHA

Crianças iraquianas que fugiram de Tal Afar abrigam-se em escolas, mesquitas e construções inacabadas na área de Sinjar, província de Ninawa. Foto: Crescente Vermelho Iraquiano/OCHA

A chefe humanitária das Nações Unidas no Iraque alertou no domingo (20) sobre as consequências do deslocamento de milhares de civis que devem fugir da cidade de Tal Afar e de comunidades próximas durante a operação militar iraquiana para retomar essas áreas do poder do grupo terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL/Da’esh).

“Milhares de pessoas estão fugindo de Tal Afar por segurança”, disse Lise Grande, em comunicado à imprensa. “As famílias estão caminhando de 10 a 20 horas no extremo calor para chegar a pontos de encontro. Elas chegam exaustas e desidratadas”, completou.

Mais de 30 mil pessoas já fugiram do distrito, disse a chefe humanitária, segundo a qual não se sabe quantos civis ainda estão em áreas de conflito. A expectativa, no entanto, é de que milhares fujam nos próximos dias e semanas.

“Comida e água estão se esgotando e as pessoas não têm o básico para sobreviver”, disse Grande, enfatizando que nada é mais importante do que proteger os civis durante o conflito, pedindo que todas as partes evitem baixas civis.

“O governo está liderando a operação humanitária, oferecendo assistência e transporte. Parceiros humanitários estão ajudando a cobrir as lacunas, fornecendo assistência vital nos pontos de encontro e apoiando as famílias quando chegam aos locais e acampamentos de emergência”, afirmou a oficial da ONU.

Até agora, menos de 50% do financiamento solicitado foi recebido para o Plano de Resposta Humanitária de 2017 para o Iraque, disse ela, ressaltando a necessidade de mais recursos.


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