ONU alerta para crise alimentar que afeta 2,8 milhões de pessoas em Burkina Fasso

Subsecretária-Geral para Assuntos Humanitários, Valerie Amos destaca necessidade de resposta rápida e pede 126 milhões de dólares para ações nutricionais, de saúde, saneamento e higiene.

A situação no Sahel africano continua crítica. (ACNUR)A Subsecretária-Geral das Nações Unidas para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, destacou hoje (23/05) a necessidade de responder rapidamente à crise alimentar e nutricional em Burkina Fasso, que está afetando cerca de 2,8 milhões de pessoas. Amos ressaltou a importância da construção da resiliência no país para futuras emergências.

Burkina Fasso faz parte da região do Sahel, onde há quase 15 milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar. De acordo com comunicado emitido pelo Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), há cerca de 60 mil refugiados do Mali no país que também necessitam de assistência.

“A seca e os preços dos alimentos têm feito as suas vítimas. Muitas famílias tiveram que vender seu gado para cobrir suas necessidades alimentares ou que estão comendo as sementes que deveriam plantar para a próxima temporada”, ressaltou Amos no fim de sua visita de dois dias ao país.

Na segunda-feira (21/05), Amos e o Governo de Burkina Fasso lançaram um pedido por 126 milhões de dólares para lidar com a insegurança alimentar e nutricional, incluindo saúde, água, saneamento e higiene.