ONU alerta para condições ‘críticas’ em cidade portuária do Iêmen

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Funcionários da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no Iêmen disseram nesta sexta-feira (20) que a cidade portuária de Hodeida continua “um ambiente difícil” para a entrega de ajuda humanitária a milhares de pessoas deslocadas por intensos confrontos nesta semana.

Hodeida — a principal porta de entrada de alimentos e ajuda humanitária para uma população à beira da inanição — tem sido palco de confrontos entre os rebeldes Houthi, que controlam o porto, e as forças governamentais apoiadas por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.

Família aguarda distribuição de suprimentos do UNICEF na cidade de Hodeida, no Iêmen. Foto: UNICEF

Família aguarda distribuição de suprimentos do UNICEF na cidade de Hodeida, no Iêmen. Foto: UNICEF

Funcionários da agência de migração das Nações Unidas no Iêmen disseram nesta sexta-feira (20) que a cidade portuária de Hodeida continua “um ambiente difícil” para a entrega de ajuda humanitária a milhares de pessoas deslocadas por intensos confrontos nesta semana.

“A situação está muito ruim e estamos fazendo o melhor para fornecer abrigo temporário e apoio”, disse o oficial da Organização Internacional para as Migrações (OIM) no Iêmen, Stefano Pes, lembrando que a equipe e os parceiros da agência estão trabalhando em um ambiente difícil para entregar alimentos e itens não alimentares, kits de abrigo e tendas de boa qualidade.

Hodeida — a principal porta de entrada de alimentos e ajuda humanitária para uma população à beira da inanição — tem sido palco de confrontos entre os rebeldes Houthi, que controlam o porto, e as forças governamentais apoiadas por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.

As mortes de civis e os deslocamentos em massa continuam aumentando, em meio a intensos combates que começaram em 12 de junho.

Isso causou mais danos aos serviços públicos que estão sendo levados ao limite, afetando o suprimento de água, forçando o fechamento de lojas e resultando em escassez de produtos essenciais. Também complicou a prestação de assistência humanitária e resultou no fechamento de um centro de alimentação temporário em Zabid.

Os poucos civis que estão conseguindo deixar o local viajam para cidades relativamente seguras como Sanaa, Aden e Thamar. No entanto, a maioria da população já esgotou suas reservas, e agora busca qualquer tipo de proteção, disse a agência.

Cerca de 50 funcionários da OIM estão trabalhando em vários locais para ajudar os migrantes e cerca de 50 mil iemenitas recém-deslocados em Hodeida. A OIM também forneceu 7.830 refeições para crianças em três escolas de Hodeida.

A crise no Iêmen tem sua origem nas revoltas da Primavera Árabe de 2011, que varreram o país em meio à insurgência rebelde em curso. Embora os protestos antigoverno tenham levado à destituição do então presidente Ali Abdullah Saleh — no poder havia mais de 30 anos — a transferência de poder para Abd Rabbo Mansur Hadi, seu vice, levou a mais instabilidade e conflito.


Mais notícias de:

Comente

comentários