ONU alerta para ataques contra agentes humanitários na República Centro-Africana

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O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) expressou na quinta-feira (29) profunda preocupação com os recentes ataques contra agentes humanitários que atuam na República Centro-Africana.

De acordo com o OCHA, em 2016, ocorreram 336 atentados contra socorristas, dos quais 56% envolveram saques e assaltos. Além disso, neste ano, cinco trabalhadores humanitários morreram em serviço, e, desde 2013, houve 24 mortes.

Distribuição de ajuda humanitária em Bangui, República Centro-Africana. Foto: OCHA

Distribuição de ajuda humanitária em Bangui, República Centro-Africana. Foto: OCHA

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) expressou na quinta-feira (29) profunda preocupação com os recentes ataques contra agentes humanitários que atuam na República Centro-Africana.

De acordo com o OCHA, em 2016, ocorreram 336 atentados contra socorristas, dos quais 56% envolveram saques e assaltos. Além disso, neste ano, cinco trabalhadores humanitários morreram em serviço, e, desde 2013, houve 24 mortes.

Segundo o chefe do escritório da ONU no país, Joseph Inganji, os ataques acontecem à medida que as crises humanitárias se multiplicam em vários municípios com o aumento dos deslocados internos.

“A ação humanitária não tem outra finalidade senão salvar vidas. Atacar a comunidade humanitária equivale a atacar as populações mais vulneráveis — as pessoas que necessitam de assistência vital”, observou Inganji.

Durante o último trimestre, ondas de violência deslocaram mais de 70 mil pessoas. Em algumas áreas, os trabalhadores humanitários não podem alcançar os deslocados que estão escondidos no mato devido à insegurança.

O chefe do OCHA observou que o apelo humanitário de 532 milhões de dólares foi, até o momento, financiado em apenas 34%.

“Em 2017, cerca de 2,2 milhões de pessoas, ou quase metade da população do país, precisarão de assistência humanitária. Espero que o OCHA seja capaz de alcançar todos eles. Mas para isso, será necessário que a segurança e o financiamento melhore”, alertou Inganji.


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