ONU afirma que resiliência pode ser a marca registrada de 2015

Referindo-se à Terceira Conferência Mundial da ONU sobre a Redução do Risco de Desastres, Ban Ki-moon afirma que “2015 pode ser um ponto de virada no desenvolvimento humano”.

Ban Ki-moon elogiou as bases construídas após o Quadro de Hyogo, mas alertou para os causadores de riscos de desastres que vem crescendo. Foto: ONU / Mark Garten

Ban Ki-moon elogiou as bases construídas após o Quadro de Hyogo, mas alertou para os causadores de riscos de desastres que vem crescendo. Foto: ONU / Mark Garten

Há exatamente dez anos, líderes mundiais se reuniram em Hyogo, no Japão, para a Conferência Mundial sobre a Redução de Desastres, de onde surgiu o Quadro de Ação de Hyogo, primeiro plano a detalhar o trabalho de diferentes setores a favor da redução das perdas causadas pelos desastres.

Segundo a chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), Margareta Wahlström, “as evidências da última década, marcada por alguns dos piores desastres naturais já registrados, está longe de ser favorável”.

Desde a adoção do Quadro de Ação de Hyogo, em 2005, foram registrados mais de 3.400 desastres em todo o planeta. Terremotos, inundações, tempestades, secas, ondas de calor e outros perigos naturais resultaram em 750.000 mortes, cerca de 90% delas em países de baixa renda baixo-média.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou as bases construídas após o quadro, mas alertou que as causas de riscos de desastres vêm crescendo. Dentre elas a pobreza, as mudanças climáticas, a desigualdade, o uso insustentável da terra e códigos de construção fracos.

“Eu espero que essas questões sejam consideradas no Marco de Ação de Hyogo atualizado que será adotado na Terceira Conferência Mundial da ONU sobre a Redução do Risco de Desastres em Sendai, no Japão, em março”, declarou Ban. “2015 pode ser um ponto de virada no desenvolvimento humano, se concordarmos sobre um caminho para a resiliência através de fortes acordos sobre a redução do risco de desastres, financiamento do desenvolvimento, mudanças climáticas e um novo conjunto de objetivos de desenvolvimento sustentável”, concluiu.