ONU afirma que direitos humanos são fundamentais para processo de paz na Colômbia

Negociações de paz estão sendo realizadas entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Aproximadamente 600 mil pessoas morreram desde o início do conflito em 1960.

Chefe da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

Chefe da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. Foto: ONU/Jean-Marc Ferré

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, ressaltou nesta sexta-feira (20), que o respeito pelos direitos humanos será fundamental para que a Colômbia possa fazer a transição do conflito para a paz, e lembrou que os direitos das vítimas devem estar no centro das negociações entre o Governo e os grupos rebeldes.

“Hoje, estou visitando uma Colômbia que ainda enfrenta muitos desafios de direitos humanos, mas que está começando a olhar para o futuro com otimismo”, disse Pillay, que esteve no país pela última vez há cinco anos.

“Não será fácil. Um acordo de paz é apenas a primeira fase. O que realmente importa é a forma como os acordos de paz são implementados; como as violações vão parar e não tornarão a se repetir; como a paz melhorará os direitos da participação política, saúde e educação e como ela vai reduzir a extrema pobreza. É por isso que os direitos humanos devem estar no centro do processo de paz”, afirmou a alta comissária.

Estima-se que 600 mil pessoas morreram desde que o conflito entre o Governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)  começou, na década de 1960. Recentemente, ambas as partes estão envolvidas em negociações para colocar um fim aos combates.