ONU: Acidentes no trânsito ainda matam 1,25 milhão por ano, 90% em países de renda média e baixa

Apesar das melhorias na segurança rodoviária, o mundo ainda tem números ‘chocantes’. Brasil sedia nesta semana, nos dias 18 e 19 de novembro em Brasília, a Segunda Conferência de Alto Nível Global sobre Segurança no Trânsito. A meta número seis do Objetivo Global número três pretende reduzir pela metade, até 2020, as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas.

Foto: Agência Brasil

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No Dia Mundial da Memória das Vítimas de Trânsito, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que, apesar das melhorias na segurança rodoviária, o mundo ainda presencia números “chocantes” de feridos e mortos nas estradas.

“Apelo aos governos para reforçar a aplicação das leis em relação ao excesso de velocidade, uso do álcool ao volante, bem como imponham o uso de cintos de segurança, capacetes para motociclistas e proteção para crianças, medidas que já demonstraram salvar vidas”, disse Ban Ki-moon em uma mensagem.

O chefe da ONU também afirmou que o dia internacional “é um momento para refletir sobre as tragédias desnecessárias que ocorrem a cada dia nas estradas do mundo”.

Segundo a ONU, acidentes no trânsito matam cerca de 1,25 milhões de pessoas por ano, 90% em países de renda média e baixa. Este tipo de acidente é a principal causa de morte entre os jovens com idades entre 15 e 29 anos. Quase metade de todas as mortes nas estradas é de pedestres, ciclistas e motociclistas.

Neste semana, o Brasil sedia a Segunda Conferência de Alto Nível Global sobre Segurança no Trânsito. O encontro, apoiado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), acontece nos dias 18 e 19 de novembro em Brasília.

Espera-se a participação de cerca de 1.500 pessoas de mais de 100 países no evento, incluindo os ministros responsáveis pelo tema em cada país, além de ministros das pastas de saúde e transportes; organizações internacionais; e representantes da sociedade civil e do setor privado.

Além de fazer balanço das iniciativas nacionais, regionais e internacionais adotadas até o momento e apontar caminhos para avançar rumo às metas previstas no Plano Global para a Década de Ação, o encontro também debaterá o tratamento do tema na Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, aprovada em setembro deste ano. A meta número seis do Objetivo Global número três pretende reduzir pela metade, até 2020, as mortes e os ferimentos globais por acidentes em estradas.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores brasileiro, o país propõe que, como resultado da Conferência, seja aprovado um documento final, a “Declaração de Brasília”, que está sendo elaborada por meio de um processo de negociação envolvendo consultas com diversos atores.

A consulta sobre a versão inicial do texto ficou aberta para sugestões via Internet até o dia 2 de maio. Após essa data, o processo de negociação passou a ser intergovernamental, com reuniões previstas para junho e setembro/outubro de 2015, em Genebra.

O tema da segurança no trânsito está presente na agenda internacional há cerca de quatro décadas, por meio de iniciativas de organizações internacionais e regionais. O tema passou a ter mais visibilidade com a realização da Primeira Conferência de Alto Nível sobre Segurança no Trânsito, em Moscou, em 2009. Como resultado da Conferência, a Assembleia Geral adotou uma resolução (A/RES/64/255), que declarou o período 2011-2020 “Década de Ação pela Segurança no Trânsito”.