ONU: 360 mil civis estão presos nos combates em Mossul, no Iraque

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A ONU manifestou forte preocupação com os cerca de 360 mil civis presos em Mossul, no Iraque, em meio a nova escalada de violência entre forças iraquianas e integrantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL). Parceiros humanitários já forneceram ajuda a cerca de 2,6 milhões de pessoas desde outubro de 2016.

Uma família deslocada devido aos confrontos entre as forças iraquianas e o ISIL carregando seus pertences em meio ao bairro de Al Mamum – que foi destruído –, próximo a Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

Uma família deslocada devido aos confrontos entre as forças iraquianas e o ISIL carregando seus pertences em meio ao bairro de Al Mamum – que foi destruído –, próximo a Mossul, no Iraque. Foto: UNICEF/Alessio Romenzi

A ONU manifestou na terça-feira (9) forte preocupação com os cerca de 360 mil civis presos em Mossul, no Iraque, em meio à nova escalada de violência entre forças iraquianas e integrantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (ISIL).

“As famílias continuam chegando ao recém-estabelecido ponto de reunião em Badoush, no nordeste de Mossul, ao longo da estrada síria, onde a assistência de emergência e serviços básicos são prestados por parceiros humanitários”, destacou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric.

De acordo com Dujarric, os agentes humanitários estão fornecendo pacotes de resposta de emergência com alimentos básicos, água e itens de higiene. Cerca de 2,6 milhões de pessoas receberam ajuda desde outubro do ano passado.

A ONU e parceiros informaram ainda que estão transportando 3,1 litros de água por dia para o leste da cidade, a fim de combater a escassez de água na região. Esse número era de cerca de 2,3 litros no final de abril.

Desde de 17 de outubro do ano passado, parceiros de saúde relataram que mais de 12 mil pessoas foram encaminhadas para hospitais em Mossul e regiões vizinhas, e quase metade dos casos vieram do oeste da cidade.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) afirmou que foram criados novos hospitais no terreno, para cuidados de emergência em saúde reprodutiva e obstétrica.


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