Aumento da violência na Síria pode deixar 3 milhões de pessoas sem receber comida, alerta PMA

No campo de refugiados de Zaatari, a Organização Salve as Crianças, parceira do PMA, ajuda refugiados sírios a levarem suas rações de comida para casa. Foto: PMA/Dina Elkassaby

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) alertou nesta terça-feira (30) para a possibilidade de não conseguir ajudar 3 milhões de pessoas no interior da Síria durante este mês por causa do aumento da fiscalização e da violência em diversas regiões do país.

“Mais áreas estão ficando inacessíveis devido ao aumento dos conflitos”, disse a porta-voz do PMA, Elisabeth Byrs, em Genebra, Suíça, acrescentando que a agência também enfrenta dificuldades para chegar a partes do Al Hasakeh, no nordeste do país.  A situação no distrito de Waa’er, em Homs, para onde fugiram quase 300 mil deslocados, ainda está tensa, afirmou Byrs.

Embora o PMA tenha conseguido distribuir comida este mês por meio de parceiros, ainda há 400 mil pessoas em Idlib e 1,2 milhão em locais de difícil acesso na zona rural de Damasco correndo o risco de não ter o que comer nos próximos dias.

O PMA está monitorando a situação e um potencial deslocamento da população para atender suas necessidades básicas imediatas, mas os recursos estão se esgotando. Byrs disse que o PMA precisa de 763 milhões dólares para ajudar sete milhões de sírios até o fim do ano.

Desde que o conflito entre o governo sírio e grupos da oposição – que buscam derrubar o presidente Bashar Al-Assad – começou em março de 2011, cerca de 100 mil pessoas foram mortas, quase 2 milhões fugiram para países vizinhos e mais de 4 milhões estão deslocadas internamente.