ONU: 16 fatos sobre desigualdades entre homens e mulheres

No marco da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) reuniu 16 fatos sobre desigualdades de gênero e pobreza rural. A lista apresenta um panorama alarmante das dificuldades enfrentadas pelas mulheres no mercado de trabalho, no campo e na vida familiar.

1. Menos recursos para agricultoras

Três quartos da parcela mais pobre da população mundial vivem em zonas rurais. A maioria dos homens e mulheres vivendo no campo em situação de miséria depende da agricultura para ter renda e para se alimentar. As agricultoras têm tradicionalmente menos acesso do que os homens a insumos, serviços e infraestrutura e tecnologias de produção. Fonte: Banco Mundial

Agricultoras do Quênia em comunidade atingida por seca severa em 2011. Foto: Banco Mundial / Flore de Preneuf

Agricultoras do Quênia em comunidade atingida por seca severa em 2011. Foto: Banco Mundial / Flore de Preneuf

2. Trabalho no meio rural

Mulheres representam 43% da mão de obra rural. Fonte: FAO

Mulher trabalha em plantação de chá no Sri Lanka. Foto: FIDA/G.M.B.Akash

Mulher trabalha em plantação de chá no Sri Lanka. Foto: FIDA/G.M.B.Akash

3. Contribuições invisíveis

Em países em desenvolvimento na África, na Ásia e no Pacífico, mulheres trabalham, por semana, em torno de 12 a 13 horas a mais do que os homens. No entanto, com frequência, suas contribuições não são valorizadas nem remuneradas. Fonte: FIDA

A nutrição infantil durante os primeiros 2 anos de vida é crítica para o desenvolvimento e a sobrevivência. Foto: UNICEF

A nutrição infantil durante os primeiros 2 anos de vida é crítica para o desenvolvimento e a sobrevivência. Foto: UNICEF

4. Renda para as mulheres e suas famílias

Mulheres chegam a gastar até 90% de sua renda com a família, enquanto, entre os homens, o gasto fica em torno de 30 a 40%. Colocar recursos nas mãos das mulheres aumenta o gasto familiar com a educação e a saúde das crianças. Fonte: Instituto Internacional de Pesquisa em Pecuária

Três quartos dos mais pobres do mundo vivem em zonas rurais. Para erradicar a miséria e a fome no campo, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) investe em pequenos agricultores, levando tecnologia e infraestrutura. Agência da ONU já investiu 18,5 bilhões de dólares em 123 países, beneficiando mais 464 milhões de pessoas.

Três quartos dos mais pobres do mundo vivem em zonas rurais. Para erradicar a miséria e a fome no campo, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) investe em pequenos agricultores, levando tecnologia e infraestrutura. Agência da ONU já investiu 18,5 bilhões de dólares em 123 países, beneficiando mais 464 milhões de pessoas.

5. Má nutrição infantil

O empoderamento feminino é um dos meios mais eficazes para reduzir a má nutrição crônica infantil. As mulheres desempenham um papel vital tanto na produção quanto na preparação de comida para crianças durante seus mil primeiros dias de vida. Foto: FIDA

Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

Uma mãe e seu bebê recém-nascido no Instituto de Treinamento de Saúde Materno-infantil em Daca, Bangladesh. Foto: ONU/Kibae Park

6. Agricultoras sem terra

Mulheres rurais dependem principalmente da agricultura para sua subsistência. Apesar de seu papel fundamental no setor, as agricultoras têm menos chances de possuir ou administrar uma propriedade — ou de arrendar um pedaço de terra. Quando têm acesso a terra, as propriedades adquiridas são frequentemente de qualidade inferior ou tamanho reduzido. Fonte: FIDA

A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei

A FAO desenvolveu um plano estratégico de três anos para a bacia do Lago Chade, a fim de melhorar a segurança alimentar da população da região. A medida foca nas mulheres e nos jovens. Foto: FAO/Pius Utomi Ekpei

7. Tempo perdido

Nas zonas rurais, mulheres e meninas gastam até quatro horas por dia para coletar água e combustível para uso doméstico. O tempo poderia ser utilizado em atividades escolares ou de geração de renda. Fonte: FIDA

Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran

Mulher carrega latas de água enquanto as tropas da UNAMID realizam uma patrulha de rotina no campo para pessoas internamente deslocadas em Khor Abeche, em Darfur do Sul. Foto: UNAMID/Albert González Farran

8. Analfabetismo

Mulheres representam dois terços dos 750 milhões de adultos sem habilidades básicas de leitura e escrita. No mundo, existem mais meninas do que meninos fora da escola. Cerca de 16 milhões de garotas passarão a vida inteira sem pisar numa sala de aula. Fonte: UNESCO

Menina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria FleischmannMenina em sala de aula na Guatemala. Na América Latina e no Caribe, mais de 78% das mulheres com emprego ocupam postos de setores da economia considerados de baixa produtividade. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

Menina em sala de aula na Guatemala. Foto: Banco Mundial/Maria Fleischmann

9. Salários menores

Em média, mulheres ganham 23% a menos do que os homens. Fonte: OIT

Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

Mulheres representam 20% da mão de obra do setor agrícola na América Latina e Caribe. Foto: Banco Mundial/Romel Simon

10. Violência de gênero

Em todo o mundo, 35% das mulheres já sofreram, em algum momento das suas vidas, violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo ou violência sexual por um agressor que não era seu parceiro. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas

Mulher em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, capital da Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt

Mulher em um abrigo para meninas e mulheres que sofreram violência sexual e de gênero, em Mogadíscio, capital da Somália. Foto: UNICEF / Kate Holt

11. Quando o parceiro é o agressor

Em metade dos países em desenvolvimento, pelo menos 30% das mulheres já sofreram violência física e/ou sexual por seu parceiro ao longo da vida. O índice é maior na Oceania, chegando a mais de 60% em alguns países. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas

Em Bangladesh, a jovem Rina Begum, de 14 anos, teve que abandonar os estudos para se casar. Ela é vítima de agressões do marido, que enviou a menina de volta para os pais, na esperança de conseguir um dote maior. Foto: UNICEF / Humayra Yasmin Seba

Em Bangladesh, a jovem Rina Begum, de 14 anos, teve que abandonar os estudos para se casar. Ela é vítima de agressões do marido, que enviou a menina de volta para os pais, na esperança de conseguir um dote maior. Foto: UNICEF / Humayra Yasmin Seba

12. Grupos vulneráveis

Pesquisas comprovaram que meninas indígenas, adolescentes e jovens mulheres são mais vulneráveis a violência, agressões, exploração trabalhista e assédio do que outras meninas e mulheres. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas

Mulheres indígenas estão mais suscetíveis à violência de gênero. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar

Mulheres indígenas estão mais suscetíveis à violência de gênero. Foto: Banco Mundial/Yosef Hadar

13. Sem decisão sobre a própria renda

Em países em desenvolvimento, pode chegar a níveis alarmantes a proporção de mulheres casadas que não participam das decisões sobre como a renda de seu próprio trabalho é utilizada. Enquanto no Camboja, na Colômbia e em Honduras, a taxa é de 2%, o índice chega a mais de 20% na República Democrática do Congo, na Libéria, em Serra Leoa e na Zâmbia. No Malauí, o valor estimado é de 42%. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas

Mulheres e homens refugiados e migrantes participaram da oficina sobre igualdade de gênero. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

Mulheres e homens refugiados e migrantes participam da oficina sobre igualdade de gênero no Brasil. Foto: ACNUR/Victoria Hugueney

14. Trabalho decente

A população mundial em idade economicamente ativa está divida igualmente entre homens e mulheres. Contudo, para cada três homens em postos assalariados, há apenas duas mulheres na mesma situação. Para cada quatro homens donos de negócios, há apenas uma mulher na mesma posição. Fonte: Overseas Development Institute (ODI)

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

Setor têxtil é um dos que registra casos de trabalho análogo à escravidão no Brasil. Foto: EBC

15. Participação política

Em 70 países — ou quase um terço de todos os países com parlamentos —, mulheres ocupam menos de 15% das cadeiras das câmaras do Legislativo — seja a câmara baixa ou a câmara única, no caso de países em que não há dois organismos em diferentes posições hierárquicas. Fonte: Comissão Estatística das Nações Unidas

Brasil ocupa a 32ª posição em ranking latino-americano e caribenho de participação de mulheres no parlamento. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

Brasil ocupa a 32ª posição em ranking latino-americano e caribenho de participação de mulheres no parlamento. Foto: Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom

16. Violência em relacionamentos

Uma em cada cinco meninas e mulheres — com idade de 15 a 49 anos, que já foram casadas ou estiveram em uma união — relatou ter sido submetida a violência física e/ou sexual por um parceiro íntimo ao longo dos últimos 12 meses. A estimativa é de pesquisas realizadas de 2005 a 2016 em 87 países. Fonte: Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2017

Foto: Agência Brasil / Elza Fiúza

Foto: Agência Brasil/Elza Fiúza


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