ONU: 133 mil sírios fugiram da Ghouta Oriental nas últimas quatro semanas

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Entre os deslocados, estão cerca de 45 mil pessoas que vivem em oito abrigos coletivos na zona rural de Damasco. O total de sírios fugindo da Ghouta Oriental nas últimas quatro semanas representa quase o triplo do número divulgado em 20 de março pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Abdullah, de 6 anos, no leste Ghouta, perto de Damasco, na Síria; eles fugiram de um bombardeio recentemente. Foto: UNICEF/Almohibany

Abdullah, de 6 anos, no leste Ghouta, perto de Damasco, na Síria; eles fugiram de um bombardeio recentemente. Foto: UNICEF/Almohibany

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) manifestou preocupação na terça-feira (10) com novos episódios de violência na Síria. Segundo o organismo internacional, nas últimas quatro semanas, mais de 133 mil pessoas foram forçadas a fugir da região conhecida como Ghouta Oriental. O contingente representa quase o triplo do número divulgado em 20 de março pela instituição.

Entre os deslocados, estão cerca de 45 mil pessoas que vivem em oito abrigos coletivos na zona rural de Damasco. “A situação humanitária na Síria é desesperadora e os civis sírios já sofreram mais do que o suficiente”, afirmou o comunicado divulgado pelo ACNUR.

De acordo com a agência das Nações Unidas, 44 mil indivíduos, entre mulheres, crianças e idosos, foram autorizados a deixar os centros de acolhimento coletivo, após a conclusão de inspeções de segurança. Porém, mesmo com a saída desse grupo, os locais de residência não comportam quem foge das zonas sob fogo.

“Abrigos superlotados e instalações sanitárias insuficientes representam sérios riscos à saúde. Preocupações recorrentes que estamos ouvindo são sobre a falta de documentação, restrições à liberdade de movimento, separação familiar e riscos de violência sexual e de gênero”, disse a agência da ONU.

“A resposta do ACNUR à emergência na Ghouta Oriental envolve a entrega de itens básicos de assistência, apoio aos abrigos e serviços de proteção. Quase 1 milhão de pessoas precisam urgentemente de ajuda”, acrescentou a instituição.

Parceiros do organismo internacional já deram aconselhamento legal para 22 mil pessoas.

Atualmente, o ACNUR também presta assistência humanitária para mais de 137 mil sírios que tiveram de deixar a região de Afrin. A maioria está espalhada por Tal Rifaat, Nubol, Zahraa e aldeias vizinhas no noroeste de Alepo, vivendo em abrigos improvisados, edifícios danificados, mesquitas, armazéns e também a céu aberto.


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