ONU: 108 milhões de pessoas enfrentam grave insegurança alimentar no mundo

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Em 2015 eram 80 milhões, alerta FAO. De acordo com o estudo, o conflito civil é o fator determinante em nove das dez piores crises humanitárias, o que destaca a forte ligação entre paz e segurança alimentar.

Moradoras da aldeia Rabaable, na Somália, deslocam-se para coletar água. As aldeias foram recentemente reabilitadas pelo UNICEF. Foto: UNICEF / Sebastian Rich

Moradoras da aldeia Rabaable, na Somália, deslocam-se para coletar água. As aldeias foram recentemente reabilitadas pelo UNICEF. Foto: UNICEF / Sebastian Rich

O número de pessoas sofrendo de insegurança alimentar severa está aumentando no mundo: são 108 milhões nessa condição, contra 80 milhões em 2015.

Foi o que apontou o novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), lançado na sexta-feira (31).

“O custo em termos humanos e de recursos só aumentará se deixarmos que as situações se deteriorem”, disse o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

“Podemos evitar que as pessoas morram de fome, mas se não aumentarmos nossos esforços para salvar, proteger e investir em meios de subsistência rurais, dezenas de milhões continuarão severamente inseguros em termos alimentares”, acrescentou.

De acordo com o estudo, o conflito civil é o fator determinante em nove das 10 piores crises humanitárias, o que destaca a forte ligação entre a paz e a segurança alimentar.

“A fome agrava a crise, criando cada vez mais instabilidade e insegurança. O que é um desafio de segurança alimentar hoje se torna um desafio de segurança amanhã”, disse a diretora-executiva do Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA), Ertharin Cousin.

“É uma corrida contra o tempo – o mundo deve agir agora para salvar a vida e o sustento dos milhões à beira da fome”, continuou.

O relatório destacou que, em 2017, a demanda por ajuda humanitária e resiliência alimentar aumentará ainda mais, tendo em vista que quatro países no mundo estão em risco de sofrer com uma epidemia de fome: Sudão do Sul, Somália, Iêmen e Nigéria.

Outros países que exigem fortes operações de assistência devido à insegurança alimentar generalizada são Síria – incluindo refugiados nos países vizinhos –, Iraque, Malauí e Zimbábue.

Na ausência de medidas imediatas e eficazes, a situação de segurança alimentar nesses países continuará piorando nos próximos meses, de acordo com o relatório.

Acesse o documento clicando aqui.


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