ONG do Complexo da Maré usa artes marciais e educação para empoderar jovens

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No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, a Luta pela Paz combina artes marciais e educação para empoderar a juventude local. Instituição tem o apoio da UNESCO e faz parte de uma rede de ONGs criada com o suporte do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

A ONU lembra nesta quinta-feira (6) o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz. Nesta data, as Nações Unidas chamam atenção para o poder transformador que atividades esportivas podem ter na vida dos jovens.

No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, uma organização não governamental combina artes marciais e educação para empoderar a juventude local. Instalada há 17 anos na comunidade, a Luta pela Paz apostou no boxe e na oferta de serviços para afastar adolescentes da criminalidade.

Atualmente, a instituição atende cerca de 2,5 mil moradores por ano e lidera uma rede global de filiais e parceiros que atuam em 25 países e beneficiam mais de 250 mil jovens.

Como explica o criador da ONG, o ex-boxeador britânico Luke Dowdney, na ‘Luta pela Paz’ o esporte é uma plataforma e um meio para transmitir valores como disciplina, respeito e determinação. “Você treina junto com todo mundo, como equipe, mas você participa sozinho. Ela (a luta) é muito boa para a autoestima, a independência”, explica.

Mas as modalidades ensinadas — boxe, capoeira, jiu-jitsu, judô, luta livre, luta olímpica, muay thai e taekwondo — são apenas o ponto de partida para o desenvolvimento pessoal de cada um dos meninos e meninas que passam pelos ringues da instituição.

Academia oferece mais do que esporte e leva serviços de educação e desenvolvimento pessoal para o Complexo da Maré. Imagem: Luta pela Paz

Academia oferece mais do que esporte e leva serviços de educação e desenvolvimento pessoal para o Complexo da Maré. Imagem: Luta pela Paz

Alunos têm a possibilidade de frequentar aulas de cidadania e também de concluir os ensinos fundamental e médio na própria organização. Também recebem orientações para se inserir no mercado de trabalho e são estimulados a ocupar posições de liderança no lugar onde vivem.

Jovens participam até mesmo da seleção de funcionários da Luta pela Paz. Outros serviços incluem assistência social e psicológica.

Para Dowdney, é necessário olhar o jovem como protagonista da sua própria vida. Ao mesmo tempo, é fundamental enfrentar os problemas sistêmicos — como a violência urbana e a exclusão social — que põem obstáculos nas trajetórias de determinados grupos.

Karine Esteves e Rafael dos Santos lutam muay thai na academia criada pelo ex-lutador britânico. Aos 19 anos, eles conseguiram o primeiro emprego como aprendizes através de uma parceria da ‘Luta pela Paz’ com uma instituição que encaminha jovens para o mercado. Os dois concluíram o ensino médio e pensam, agora, em conquistar novos horizontes.

Entre o trabalho e os treinos, Rafael encontra tempo para frequentar o pré-vestibular comunitário do Redes da Maré. Seu sonho é se formar em Educação Física. Já Karine pensa em começar um curso de Enfermagem ainda em 2017.

A ONU e o esporte

A ONU lembra em 6 de abril o Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e pela Paz. Nesta data, as Nações Unidas chamam atenção para o poder transformador que atividades esportivas podem ter na vida dos jovens. Conheça todas as ações da Organização para o tema clicando aqui.

A Luta pela Paz tem o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e faz parte da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS), uma iniciativa fundada com o suporte do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


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