Nações Unidas aumentam os esforços de ajuda humanitária em meio à piora da crise na Líbia

O Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários disse que precisará de cerca de 35 milhões de dólares para continuar a ajudar centenas de milhares de pessoas afetadas pela crise no país.

Menina líbia olha pela janela de sua casa em Bengazi. Foto: UNSMIL

Menina líbia olha pela janela de sua casa em Bengazi. Foto: UNSMIL

De acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), mais de 331 mil pessoas precisam de assistência, e estima-se que 287 mil pessoas estejam deslocadas em Bengazi e dentro e ao redor da capital, Trípoli. Mais de 100 mil já fugiram para os países vizinhos em meio à contínua violência entre facções armadas rivais na Líbia.

Em um comunicado de imprensa divulgado na quarta-feira (08), o OCHA disse que as prioridades humanitárias neste momento são: saúde, alimentação, fornecimento de itens básicos e de higiene, além de outras ações que visem ao auxílio aos deslocados internos, migrantes, refugiados e outros grupos vulneráveis. Para isto, estima-se que serão necessários cerca de 35 milhões de dólares.

“Embora o conflito tenha obrigado a grande maioria da comunidade internacional presente na Líbia, incluindo a ONU, a se retirarem temporariamente do país, a ajuda está sendo pedida por meio de parceiros nacionais e internacionais que têm presença no país e através de quadros nacionais da agência da ONU”, disse o comunicado.

Ainda foi dito que a avaliação das necessidades humanitárias estavam em andamento “a fim de identificar a situação de segurança e atingir as populações mais necessitadas,  orientando melhor a resposta humanitária”

 As mortes de civis, o número de feridos e o deslocamento em larga escala continuam a aumentar na Líbia, resultado de recentes confrontos em Trípoli e outras áreas do país.

O país do norte da África foi envolvido em alguns dos piores confrontos desde 2011, com a revolta que derrubou o ex-líder Muamar Kadafi e a Líbia em uma transição para a democracia.