OMS: Rio 2016 não teve casos de zika; vírus permanece como emergência mundial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não houve registro de casos de infecção pelo zika durante as Olimpíadas do Rio no mês passado. Mesmo assim, diante de sua expansão geográfica, o vírus continua representando emergência de saúde pública mundial, disse a organização em comunicado.

Pernambuco é estado com maior número de casos confirmados de microcefalia registrados em meio à epidemia do vírus zika. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Pernambuco é estado com maior número de casos confirmados de microcefalia registrados em meio à epidemia do vírus zika. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (2) por meio de comitê de especialistas que o zika continua representando emergência de saúde pública mundial, apesar de nenhum caso do vírus ter sido registrado durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro no mês passado.

A OMS cumprimentou o Brasil por sua bem sucedida aplicação de medidas de saúde pública durante os Jogos Olímpicos. “Até o momento, não houve informações de casos de vírus zika entre pessoas que participaram dos Jogos, tanto durante as Olimpíadas como desde seu retorno (aos países de origem)”, disse a organização em comunicado.

“Considerando as evidências apresentadas, o comitê concordou que devido à continuidade da expansão geográfica e consideráveis falhas no entendimento do vírus e de suas consequências, a infecção por zika e desordens congênitas e neurológicas associadas continuam sendo uma emergência de saúde pública de preocupação internacional”, disse a organização.

O comitê fez uma série de recomendações com o objetivo de melhorar o entendimento científico sobre a epidemiologia do vírus, assim como sua prevenção. Entre elas, afirmou ser necessário impulsionar o conhecimento sobre as diferentes linhagens do vírus e suas implicações clínicas, assim como acessar mais fatores de risco que possam agravar a doença.

A entidade recomendou ainda que sejam realizadas mais pesquisas para entender os efeitos da doença em crianças e grávidas, assim como determinar a duração e localização da persistência viral em humanos e seus impactos na transmissibilidade. Recomendou ainda continuar os estudos para o desenvolvimento de medidas preventivas eficazes, como vacinas. O comitê voltará a se reunir em três meses.

Desde que o zika foi detectado no Brasil em maio de 2015, 45 países e territórios nas Américas reportaram a transmissão da doença. Vários deles informaram casos neurológicos graves associados à infecção pelo vírus transmitido principalmente pela picada de um mosquito Aedes aegypti infectado.

De acordo com consenso de pesquisas científicas, o vírus do zika pode desencadear doenças neurológicas como microcefalia em recém-nascidos e a síndrome de Guillain-Barré, que afeta os nervos periféricos e pode provocar uma paralisia progressiva.


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