OMS reporta novo caso de ebola na Libéria; Guiné adota vacina experimental

Resultados de laboratório confirmaram um novo caso de ebola na Libéria, informou a agência de saúde da ONU, enquanto vacina experimental é adotada em algumas partes da Guiné.

Clínica móvel na Libéria, durante o ápice da crise. Foto: UNMEER/Simon Ruf

Clínica móvel na Libéria, durante o ápice da crise. Foto: UNMEER/Simon Ruf

Resultados de laboratório confirmaram um novo caso de ebola na Libéria, informou a agência de saúde da ONU na sexta-feira (1), enquanto uma vacina experimental contra o vírus está começando a ser usada em algumas partes da Guiné para conter a mais nova retomada da doença naquele país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que autoridades sanitárias da Libéria convocaram uma reunião de emergência com parceiros para coordenar e planejar uma resposta ao vírus, após a morte de uma mulher de 30 anos no fim de março, quando estava sendo transferida para um hospital na capital Monróvia.

Esse mais novo caso marca a terceira retomada do vírus desde que a Libéria foi oficialmente declarada livre de ebola, em 9 de maio de 2015.

Paralelamente, na vizinha Guiné, centenas de pessoas dos municípios de Nzérékoré e Macenta, no sul do país, foram vacinadas com uma vacina experimental com o objetivo de conter a retomada do ebola.

O escritório da OMS na Guiné disse que mais de 800 pessoas foram vacinadas na última semana com a vacina experimental VSV-EBOV.

Essas pessoas são parte de um grupo de mais de 1 mil que foram identificadas e estão sendo observadas de perto depois de entrar em contato com oito indivíduos sabidamente infectados com o ebola.

Acreditava-se que a transmissão do vírus tivesse sido interrompida no país da África Ocidental em 29 de dezembro de 2015.

Mais cedo na semana passada, a OMS havia dito que a Libéria e a Guiné, assim como Serra Leoa, permaneciam sob risco de retomada de ebola, principalmente devido à persistência do vírus em alguns sobreviventes, e pediram que as pessoas permanecessem em alerta.

A OMS tem dezenas de funcionários de campo nas áreas afetadas trabalhando no apoio aos esforços de resposta dos governos, assim como para auxiliar centros de tratamento de ebola.