OMS registra maior aumento diário em casos de COVID-19 no mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou no domingo (21) o maior aumento diário em casos de novo coronavírus no mundo, superando 183 mil novas infecções em 24 horas, o que eleva o total para cerca de 8,8 milhões de casos em todo o mundo, com mais de 465 mil mortes.

“Parece que quase todos os dias alcançamos um novo e sombrio recorde”, disse o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, dirigindo-se a jornalistas na segunda-feira (22), durante coletiva de imprensa.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala em Genebra sobre a pandemia da COVID-19. Foto: ONU/Eskinder Debebe

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala em Genebra sobre a pandemia da COVID-19. Foto: ONU/Eskinder Debebe

A Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou no domingo (21) o maior aumento diário em casos de novo coronavírus no mundo, superando 183 mil novas infecções em 24 horas, o que eleva o total para cerca de 8,8 milhões de casos em todo o mundo, com mais de 465 mil mortes.

“Parece que quase todos os dias alcançamos um novo e sombrio recorde”, disse o diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, dirigindo-se a jornalistas na segunda-feira (22), durante coletiva de imprensa.

Alguns países continuam vendo um rápido aumento no número de casos e mortes. Outros suprimiram com sucesso a transmissão, mas agora estão vendo um aumento quando reabrem suas economias.

Todos os países estão enfrentando um delicado equilíbrio entre proteger seu povo e minimizar os danos sociais e econômicos. “Não é uma escolha entre vidas e meios de subsistência”, disse ele. “Os países podem fazer as duas coisas”. Eles devem ser “cuidadosos e criativos” na busca de soluções para que as pessoas fiquem seguras enquanto prosseguem com suas vidas.

Ele também pediu aos países que dobrem as medidas fundamentais de saúde pública que limitam a disseminação: encontrar e testar casos suspeitos, isolar e cuidar dos doentes, localizar e colocar em quarentena os contatos e proteger os trabalhadores da saúde.

Essas medidas só podem ser eficazes se cada pessoa seguir as recomendações de distanciamento físico, lavagem das mãos e uso de máscaras.

Dexametasona é boa notícia

Enquanto isso, o mundo continua a aprender sobre a melhor forma de tratar os doentes. Embora os dados sejam preliminares, Tedros disse que a recente descoberta de que a dexametasona tem um potencial de salvar vidas de pacientes com COVID-19 gravemente doentes “nos deu uma razão muito necessária para comemorar”.

O próximo desafio é aumentar a produção e distribuir dexametasona de maneira rápida e equitativa em todo o mundo, concentrando-se em onde é mais necessária.

A demanda já aumentou após os testes no Reino Unido, disse ele. Felizmente, a dexametasona é um medicamento barato e muitos fabricantes em todo o mundo provavelmente podem acelerar a produção.

O chefe da agência disse que os governos devem ser orientados pela solidariedade no trabalho conjunto para garantir que os suprimentos sejam priorizados para países que têm um grande número de pacientes gravemente enfermos, e que os suprimentos do medicamento permaneçam disponíveis para tratar outras doenças para as quais é necessário.

Transparência e monitoramento constante serão essenciais para garantir que as necessidades ditem os suprimentos, e que os fornecedores possam garantir a qualidade.

Não há evidências de que a dexametasona funcione em pacientes que estão apenas levemente afetados pelo SARS-CoV-2 ou como medida preventiva, alertou.

De maneira mais ampla, a OMS continua a apoiar os países com suprimentos essenciais de equipamentos de proteção individual e diagnóstico laboratorial. Até o momento, 48 países fizeram pedidos de suprimentos por meio do portal de suprimentos da OMS COVID-19.

A OMS está enviando 140 milhões de itens de equipamentos para 135 países, além de 14 mil concentradores de oxigênio e milhões de kits de teste.

Uma pesquisa recente da OMS para avaliar o impacto da COVID-19 nos serviços essenciais de saúde constatou que mais da metade dos 82 países que responderam foram forçados a limitar ou suspender pelo menos uma plataforma de prestação de serviços, como serviços ambulatoriais ou hospitalares, ou serviços de atendimento à comunidade.

Quase três quartos relataram que os serviços odontológicos e de reabilitação foram parcial ou totalmente interrompidos. Dois terços relataram interrupções nas imunizações de rotina, diagnóstico e tratamento de doenças não transmissíveis, enquanto mais da metade dos entrevistados relataram interrupções nos serviços para crianças doentes.

“O mundo está aprendendo da maneira mais difícil que a saúde não é um item de luxo”, disse ele. “É a pedra angular da segurança, estabilidade e prosperidade”.

Ele instou os países a investirem em sistemas de saúde domésticos fortes e a priorizar a cobertura universal de saúde. “Não se trata de saber se os países podem se dar ao luxo de fazer isso”, disse ele, mas “se eles podem se dar ao luxo de não fazer isso”.