OMS recebe somente 5 milhões dos 60 milhões de dólares necessários para cuidar da saúde dos iraquianos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que, devido à falta de fundos, teve que suspender 84% de seus programas no Iraque, deixando cerca de três milhões de pessoas sem acesso a serviços de saúde.

Funcionários da OMS na campanha de imunização contra a pólio em 2014, no Iraque. Foto: OCHA/Iason Athanasiadis

Funcionários da OMS na campanha de imunização contra a pólio em 2014, no Iraque. Foto: OCHA/Iason Athanasiadis

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta terça-feira (04), que devido à falta de fundos, foi obrigada a suspender 84% de seus programas em 10 províncias no Iraque, deixando cerca de três milhões de pessoas sem acesso a serviços de saúde.

“Apesar das advertências sobre o fechamento iminente dos serviços de saúde e a revisão dos planos de 2015 para nos concentrar nas necessidades mais prioritárias, o financiamento está muito escasso”,  declarou o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic, em Genebra (Suíça), sede da Organização. Apenas 5,1 milhões de 60,9 milhões de dólares necessários foram recebidos até o momento.

“O fechamento de 184 serviços de saúde provocou a  falta de acesso a cuidados intensivos, incluindo cuidados de trauma, de saúde primários, detecção de surtos, serviços de imunização e serviços de saúde reprodutiva para milhões de refugiados e deslocados internos”,  afirmou  Jasarevic.

O porta-voz também alertou para o fato que 5,8 milhões de crianças precisam continuar sendo vacinadas contra a poliomielite em 2015 e 2016, lembrando que em 2014 houve dois casos. Embora nenhum caso tenha sido declarado desde abril, “a campanha de imunização tem que continuar durante os próximos dois anos para ser eficaz”. Para esta iniciativa a OMS precisa de 45 milhões de dólares.