OMS publica novas recomendações para acelerar progressos contra tuberculose

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou novas orientações para melhorar o tratamento da tuberculose multirresistente (MDR-TB), recomendando a mudança para regimes totalmente orais. Medicamentos injetáveis não são mais considerados prioridade no desenho de regimes de tratamento contra esse tipo de tuberculose.

Segundo a OMS, a nova abordagem é mais eficaz e tem menor probabilidade de provocar efeitos colaterais adversos. O organismo internacional recomenda o acompanhamento dos cuidados, monitorando ativamente a segurança dos medicamentos e garantindo apoio e aconselhamento para ajudar os pacientes a concluírem o tratamento.

Criança que recebe medicamento contra tuberculose no Sudão do Sul. Foto: PNUD Sudão do Sul/Brian Sokol

Criança que recebe medicamento contra tuberculose no Sudão do Sul. Foto: PNUD Sudão do Sul/Brian Sokol

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou novas orientações para melhorar o tratamento da tuberculose multirresistente (MDR-TB), recomendando a mudança para regimes totalmente orais. Medicamentos injetáveis não são mais considerados prioridade no desenho de regimes de tratamento contra esse tipo de tuberculose.

Segundo a OMS, a nova abordagem é mais eficaz e tem menor probabilidade de provocar efeitos colaterais adversos. O organismo internacional recomenda o acompanhamento dos cuidados, monitorando ativamente a segurança dos medicamentos e garantindo apoio e aconselhamento para ajudar os pacientes a concluírem o tratamento.

As recomendações, divulgadas às vésperas do Dia Mundial da Tuberculose (24 de março), fazem parte de um pacote mais abrangente de ações destinadas a ajudar os países a acelerar o ritmo de progresso para pôr fim à tuberculose.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, revelou o tema da campanha deste ano: “É hora de pôr fim à tuberculose”. “Estamos ressaltando a necessidade urgente de traduzir os compromissos assumidos na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre TB, em 2018, em ações que permitam que todas as pessoas que precisam de cuidados possam obtê-los”, disse.

Desde 2000, 54 milhões de vidas foram salvas e o número de mortes pela doença caiu em um terço. Contudo, 10 milhões de pessoas ainda adoecem com tuberculose a cada ano e muitas delas não recebe os cuidados necessários.

O pacote da OMS foi elaborado para apoiar os países a suprir lacunas no atendimento, garantindo que ninguém seja deixado para trás.

Entre os principais elementos, estão uma estrutura de prestação de contas para coordenar ações entre setores e monitorar e revisar progressos; um painel para ajudar os países a conhecer mais sobre suas próprias epidemias por meio do monitoramento em tempo real – adotando sistemas eletrônicos de vigilância da tuberculose.

Outros elementos incluem um guia para a priorização efetiva do planejamento e da implementação de intervenções de impacto, com base em análises das vias do paciente no acesso aos cuidados; novas diretrizes da OMS sobre controle de infecção e tratamento preventivo para pessoas com infecção latente; uma força-tarefa da sociedade civil para garantir seu engajamento efetivo e significativo.

“Este é um conjunto de ações pragmáticas que os países podem utilizar para acelerar o progresso e atuar nos compromissos de alto nível feitos em setembro passado”, disse Tereza Kasaeva, diretora do Programa Mundial de TB da OMS.

No dia 22 de março, os principais parceiros se reunirão em um simpósio para celebrar o Dia Mundial da Tuberculose na OMS, em Genebra, e desenvolver uma plataforma colaborativa multissetorial e com diversas partes interessadas para acelerar ações que possam pôr fim à doença. A Organização apresentará o novo pacote na ocasião.

A tuberculose está entre as doenças infecciosas que mais mata no mundo, com 500 vidas perdidas por dia. A maior carga é suportada pelas comunidades que enfrentam desafios socioeconômicos e pessoas que trabalham e vivem em locais de alto risco, mais pobres e marginalizados.