OMS promete pacote de reformas com fundo de 100 milhões de dólares e força-tarefa para emergências

As exigências sobre a Organização Mundial da Saúde com o ebola foram mais de 10 vezes maiores do que toda a experiência que a organização já sofreu em quase 70 anos de sua história.

Centro de tratamento do ebola, em Nzérékoré, Guiné. Foto: ONU/Martine Perret

Centro de tratamento do ebola, em Nzérékoré, Guiné. Foto: ONU/Martine Perret

A chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) prometeu na última segunda-feira (18) um novo fundo de emergência no valor de 100 milhões de dólares e uma força-tarefa para crise na saúde mundial como parte de um pacote de reformas solicitado em resposta ao surto do ebola.

“Nunca mais quero ver esta organização enfrentar uma situação que não está preparada, não tem equipe, financiamento e nem está constituída administrativamente para gerir”, declarou a diretora-geral, Margaret Chan na 68º sessão da Assembleia Mundial da Saúde, órgão superior decisório da agência da ONU que começou nesta segunda-feira (18) em Genebra, Suíça.

Para ela, o mundo não estava preparado para responder ao tamanho, gravidade e complexidade do surto. O pacote de reformas contará com uma lista de equipe de saúde treinados para emergência e processos que facilitem uma resposta rápida e eficaz, com referências dinâmicas que “mostram o que deve ser feito em 24, 48 e 72 horas, não em meses.”

Chan também lembrou o momento histórico vivido pela humanidade onde “o progresso econômico aumenta as ameaças à saúde em vez de reduzi-las”. Para exemplificar, citou o aumento da obesidade, o número recorde de transmissão de doenças não comunicáveis e a crescente imunidade dos antibióticos, que permitirão que as infecções comuns voltem a matar novamente.