OMS: preocupação com disseminação do ebola na República Democrática do Congo continua

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A República Democrática do Congo (RDC) permanece em situação preocupante no que se refere à disseminação do vírus ebola, apesar da rápida resposta das autoridades e de seus parceiros internacionais, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de maio (23).

Diferentemente dos eventos anteriores de ebola na RDC – este é o nono no país desde 1976 – o surto de 2018 foi complicado pelo fato de envolver áreas rurais e urbanas.

Profissionais de saúde tratam pacientes com suspeita de ebola em hospital de Bikoro, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Naftalin

Profissionais de saúde tratam pacientes com suspeita de ebola em hospital de Bikoro, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Naftalin

A República Democrática do Congo (RDC) permanece em situação preocupante no que se refere à disseminação do vírus ebola, apesar da rápida resposta das autoridades e de seus parceiros internacionais, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no fim de maio (23).

Falando em Genebra, durante a Assembleia Mundial da Saúde, o vice-diretor-geral da OMS, Peter Salama, que lidera a preparação e resposta de emergência, disse que havia diversas razões para o surto atual — que matou 22 pessoas desde ter sido declarado, em 8 de maio — ainda não ter sido contido.

“É difícil lembrar uma situação de um surto em que o governo respondeu mais rápido e decisivamente”, disse ele, acrescentando que foi “um esforço de múltiplos parceiros e ainda não acabou, estamos apenas no começo”.

Diferentemente dos eventos anteriores de ebola na RDC – este é o nono no país desde 1976 – o surto de 2018 foi complicado pelo fato de envolver áreas rurais e urbanas.

Isso aumentou as chances de o vírus se espalhar nacional e internacionalmente, disse Salama, especialmente porque a cidade de Mbandaka – onde a doença foi identificada depois de ter surgido no relativamente remoto Bikoro – fica perto do rio Congo, que atua como a principal ligação de transporte para a capital da RDC, Kinshasa.

Com 52 casos confirmados, prováveis ​​ou suspeitos no país, segundo o balanço do fim de maio, o rastreamento efetivo de qualquer pessoa que tenha entrado em contato com a doença é necessário para uma resposta ao vírus, disse Salama.

Ele descreveu a tarefa à frente como “o trabalho de detetive da epidemiologia”, acrescentando que o pessoal médico em um hospital em Wangata, Mbandaka, estava rastreando cerca de 600 contatos de três cadeias distintas de transmissão.

Uma dessas cadeias foi associada a um funeral em uma cidade vizinha de Bikoro; outro estava ligado a uma unidade de saúde na pequena aldeia de Iboko; e o terceiro relacionado a uma cerimônia em uma igreja. “Cada um tem o potencial de expandir se não for controlado”, disse Salama.

O funcionário da OMS confirmou que um programa seletivo, ou de “vacinação em anel”, havia sido iniciado e que estão em andamento esforços para garantir que o medicamento contra o ebola possa ser armazenado entre -60 e -80 °C.

A OMS enfatizou repetidamente que a vacinação é apenas uma entre muitas medidas na resposta ao surto.


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