OMS pede proteção a centros de tratamento do ebola após ataques na RDC

Em meio a um surto mortal de ebola, membros de uma milícia armada atacaram brutalmente no sábado (9) uma clínica para tratamento da doença na cidade de Butembo, leste da República Democrática do Congo, gerando um pedido do chefe de agência de saúde da ONU para “proteger os centros de tratamento”.

Horas após o ataque, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou o centro, que também foi atacado na semana passada. Ele agradeceu funcionários pela dedicação inabalável.

“Parte meu coração pensar nos agentes de saúde feridos e no policial que morreu no ataque de hoje, à medida que continuamos em luto pelos que morreram nos ataques anteriores, enquanto defendemos o direito à saúde”, disse. “Mas não temos escolha, a não ser continuar servindo as pessoas aqui, que estão entre as mais vulneráveis do mundo”.

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em Beni, Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (arquivo). Foto: MONUSCO/Michael Ali

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, em Beni, Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (arquivo). Foto: MONUSCO/Michael Ali

Em meio a um surto mortal de ebola, membros de uma milícia armada atacaram brutalmente no sábado (9) uma clínica para tratamento da doença na cidade de Butembo, leste da República Democrática do Congo, gerando um pedido do chefe de agência de saúde da ONU para “proteger os centros de tratamento”.

Horas após o ataque, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, visitou o centro, que também foi atacado na semana passada. Ele agradeceu funcionários pela dedicação inabalável.

“Parte meu coração pensar nos agentes de saúde feridos e no policial que morreu no ataque de hoje, à medida que continuamos em luto pelos que morreram nos ataques anteriores, enquanto defendemos o direito à saúde”, disse. “Mas não temos escolha, a não ser continuar servindo as pessoas aqui, que estão entre as mais vulneráveis do mundo”.

A visita aconteceu após missão de três dias no país, junto a outros líderes da OMS e autoridades dos Estados Unidos. Os participantes da missão se encontraram com o presidente da RDC, autoridades governamentais, organizações parceiras e funcionários locais envolvidos na resposta ao surto. Ghebreyesus também conversou com um grupo de parceiros, autoridades e funcionários em Butembo.

Ele também destacou que “estes não são ataques cometidos por uma comunidade, mas contra ela”, realizados por “elementos que estão explorando o desespero da situação para seus próprios interesses”.

“Os moradores de Katwa e de Butembo, assim como em outras comunidades afetadas pelo ebola, querem e merecem um lugar para receber assistência e uma chance de sobrevivência”, disse. “Eles não merecem sofrer em suas casas enquanto infectam seus entes queridos, eles não merecem sofrer em centros de saúde inadequados enquanto infectam agentes de saúde”.

Após negociações cuidadosas, agentes de saúde receberam permissão para entrar na área, que abriga dezenas de grupos armados, de acordo com relatos da imprensa internacional. Porém, ataques contra centros de tratamento prejudicam enormemente a habilidade de conter a doença e, conforme forçam pessoas a fugir, possivelmente espalham o vírus ainda mais.

“A OMS solicitou e recebeu apoio da ONU e de forças policiais locais para proteger os centros de tratamento”, afirmou o chefe da OMS.

Para superar o ebola, disse, “precisamos atingir um equilíbrio delicado entre fornecer assistência acessível, manter a neutralidade de resposta e proteger pacientes e funcionários de ataques de grupos armados”.


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