OMS pede maior controle do vírus zika no sudeste asiático

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Anúncio ocorreu após a Tailândia confirmar dois casos de microcefalia associados à infecção.

Profissional de saúde verificando a instalação de um dispositivo contra mosquito, na entrada de uma casa. Tais dispositivos podem ajudar na captura de mosquitos, moscas e insetos. Foto: OMS / S. Lim

Profissional de saúde verificando a instalação de um dispositivo contra mosquito, na entrada de uma casa. Tais dispositivos podem ajudar na captura de mosquitos, moscas e insetos. Foto: OMS / S. Lim

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu na última sexta-feira (30) que os países em toda a região sudeste da Ásia continuem tomando medidas decisivas para prevenir, detectar e responder à ameaça do vírus zika.

O anúncio ocorreu após a Tailândia confirmar dois casos de microcefalia associados à infecção.

“A infecção pelo vírus zika é uma séria ameaça à saúde e ao bem-estar de uma mulher grávida e de seu bebê. Países da região devem continuar reforçando as medidas destinadas a prevenir, detectar e responder à transmissão do vírus zika”, disse a diretora da OMS na região, Poonam Khetrapal Singh.

De acordo com a agência da ONU, os casos confirmados de microcefalia relacionada ao zika na Tailândia, assim como outras condições neurológicas, podem ocorrer quando um recém-nascido é exposto ao vírus no útero.

“Autoridades tailandesas têm empreendido esforços na detecção e resposta ao vírus zika. A diligência tailandesa ressalta o compromisso das autoridades sanitárias com a saúde e com o bem-estar da população, e fornece um exemplo positivo a ser seguido”, frisou a especialista.

“Controlar as populações de mosquitos é crucial para diminuir a transmissão do vírus zika, bem como a transmissão de outras doenças transmitidas por vetores, como a dengue e a chikungunya”, acrescentou.

A OMS pediu às mulheres grávidas, bem como ao restante da população, que tomem precauções para limitar o contato com mosquitos, incluindo o uso de roupas longas e de cores claras, repelentes, mosquiteiros e telas em janelas e portas sempre que possível.

Com base nas evidências disponíveis, a OMS não recomenda restrições de comércio ou viagens para países, regiões e/ou territórios com a transmissão do vírus zika.

De acordo com a agência, pessoas que pretendem viajar para áreas com surtos devem procurar informações sobre os potenciais riscos e acerca das medidas adequadas para reduzir a possibilidade de exposição a picadas de mosquito e à transmissão sexual do zika.

A OMS observou ainda que mulheres grávidas devem ser aconselhadas a não viajar para áreas com surto do vírus em curso, e parceiros sexuais de mulheres grávidas que vivem ou que retornaram de áreas com surtos devem garantir relações sexuais seguras ou se privarem de sexo durante o período de gravidez da parceira.

A presença do vírus no sudeste da Ásia vem sendo documentada pela Organização ao longo dos últimos anos em localidades como Tailândia, Indonésia, Maldivas e Bangladesh.


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