OMS pede 2,2 bilhões de dólares para acabar com o cólera no Haiti em dez anos

Plano de combate à doença prevê 485,9 milhões de dólares em 2013-2015 para sistemas de água potável, saneamento e preparação de emergências.

A Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) pediram na quarta-feira (27) à comunidade internacional  2,2 bilhões de dólares para financiar o novo plano do governo do Haiti para acabar com a transmissão de cólera no país num prazo de dez anos, por meio de investimentos em água e saneamento.

A OPAS/OMS vão contribuir com 500 mil dólares da para a instalação de linhas de água e saneamento em locais de atendimento básico de saúde, ampliação de cuidados dos pacientes com cólera e promoção da reidratação oral nas comunidades.

O novo Plano Nacional para a Eliminação do Cólera no Haiti oferece detalhes de investimentos em infraestrutura de água e saneamento, sistemas de monitoramento da qualidade da água e monitoramento e gestão da água e saneamento. O plano também inclui medidas de saúde para a prevenção, monitoramento e gestão de casos de cólera, assim como intervenções para a mudança de comportamento da comunidade e vacinação de determinados grupos contra o cólera.

O plano – desenvolvido pelo Governo haitiano com apoio de Agências da ONU e dos Estados Unidos – prevê cerca de 485,9 milhões dólares em investimentos para 2013-2015. Esses investimentos incluem 81 milhões de dólares para reabilitação, manutenção e expansão dos sistemas de água potável, medidas de controle da qualidade de água e preparação para emergências; 74 milhões para fortalecer a capacidade do Departamento Nacional de Saneamento e Água, além de 60 milhões para esgotos e eliminação de dejetos.

Cerca de 650 mil pessoas ficaram doentes na epidemia de cólera do Haiti, que causou mais de 8 mil mortes desde outubro de 2010. A propagação da doença tem diminuído em relação ao início da epidemia, quando cerca de 18 mil novos casos eram registrados por semana. No entanto, o país caribenho continua a registrar novos casos, uma média de 1,5 mil por semana atualmente.

Para ler o plano em francês, clique aqui.