OMS passa a considerar todo estado de São Paulo como área de risco para febre amarela

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Considerando o avanço da febre amarela no estado de São Paulo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar na terça-feira (16) a vacinação contra a doença para todos os viajantes internacionais que visitem qualquer área da unidade federativa – foram incluídos o litoral e toda a região metropolitana de São Paulo.

Vacina contra febre amarela. Foto: ONU

Vacina contra febre amarela. Foto: ONU

Considerando o avanço da febre amarela no estado de São Paulo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar na terça-feira (16) a vacinação contra a doença para todos os viajantes internacionais que visitem qualquer área da unidade federativa – foram incluídos o litoral e toda a região metropolitana de São Paulo.

A determinação de novas áreas consideradas de risco de transmissão de febre amarela e com recomendação de vacina é um processo contínuo e atualizado regularmente pela OMS. A última mudança, no caso do Brasil, ocorreu em abril de 2017.

Atualmente, a vacina para viajantes internacionais é recomendada também para os estados das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil, bem como para Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão, além de partes dos estados da região Sul, Bahia e Piauí. A vacinação deve ser feita ao menos dez dias antes da viagem.

A OMS e a seu braço regional, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), avaliam que a medida mais importante para prevenir a febre amarela é a imunização. Quem vive ou se desloca para as áreas de risco deve estar com as vacinas em dia e se proteger de picadas de mosquitos.

Apenas uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida. Efeitos secundários graves são extremamente raros.

Os viajantes com contraindicações para a vacina de febre amarela — crianças com menos de nove meses de idade, mulheres grávidas ou amamentando, pessoas com hipersensibilidade grave à proteína do ovo e imunodeficiência grave — ou com mais de 60 anos devem consultar seu profissional de saúde para a avaliação cuidadosa de risco-benefício.

A OMS recomenda também procurar assistência à saúde em caso de sintomas e sinais de febre amarela, durante a viagem e após o retorno de áreas com risco de transmissão da doença.

Principais fatos sobre febre amarela
:

  • A febre amarela é uma doença hemorrágica viral transmitida por mosquitos infectados. O termo “amarela” se refere à icterícia apresentada por alguns pacientes.
  • Febre, dor de cabeça, icterícia, dores musculares, náusea, vômitos e fadiga são sintomas de febre amarela.
  • Uma pequena proporção de pacientes que contraem o vírus desenvolve sintomas graves e aproximadamente metade desses morre de sete a dez dias.
  • O vírus é endêmico em áreas tropicais da África, América Central e América do Sul.
  • Grandes epidemias de febre amarela ocorrem quando pessoas infectadas introduzem o vírus em áreas densamente povoadas com alta concentração de mosquitos e onde a maioria dos indivíduos tem pouca ou nenhuma imunidade devido à falta de vacinação. Nessas condições, mosquitos infectados transmitem o vírus de pessoa para pessoa.
  • A febre amarela é prevenida por uma vacina extremamente eficaz, segura e acessível. Uma dose da vacina é suficiente para garantir imunidade e proteção ao longo da vida toda, não sendo necessária nenhuma dose de reforço. A vacina confere imunidade eficaz dentro de 30 dias para 99% das pessoas imunizadas.

Doses fracionadas

O Ministério da Saúde do Brasil anunciou na semana passada que vai adotar, entre fevereiro e março deste ano, o fracionamento de doses da vacina contra a febre amarela em três estados: Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

Essa medida é recomendada pela OPAS e pela OMS como uma das estratégias de imunização que podem ser usadas em resposta a necessidades eventuais de campanhas de larga escala – uma vez que um surto ameace a capacidade de abastecimento, por exemplo, se espalhando para áreas altamente povoadas.

O fracionamento não tem a intenção de servir como estratégia de longo prazo nem de substituir as rotinas estabelecidas nas práticas de imunização.


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