OMS necessita de 246 milhões de dólares para manter ajuda a sírios

Quase 64% dos hospitais no país foram afetados pelo conflito e 40% estão fora de serviço. A força de trabalho está esgotada e houve redução de 70% no estoque de remédios produzidos localmente.

Crianças sírias em campo de refugiados na Jordânia. Foto: UNICEFA Organização Mundial da Saúde (OMS) necessita de 246 milhões de dólares em 2014 para prosseguir com a ajuda a um número crescente de sírios que se encontram vulneráveis.

Com o país prestes a entrar no quarto ano de conflito, 9,3 milhões de pessoas necessitam de ajuda, incluindo os 6,5 milhões de deslocados pelo país. Quase 64% dos hospitais no país foram afetados pela crise e 40% estão fora de serviço. A força de trabalho está esgotada e houve redução de 70% no estoque de remédios produzidos localmente.

“Quando a fumaça do conflito tiver dissipado, a comunidade internacional vai descobrir a extensão dos danos à saúde pública, com o qual teremos de lidar nas próximas décadas”, disse o diretor regional da OMS para o Mediterrâneo Oriental, Ala Alwan, no domingo (26).

A crise também causou grande número de deslocamentos no nível regional, com expectativas de que o número de refugiados em países vizinhos alcance 4,1 milhões até o fim do ano. As comunidades anfitriãs sofrem com a pressão em termos de infraestrutura e recursos. Além dos refugiados sírios, outros 2,7 milhões de cidadãos de países vizinhos afetados também precisam de ajuda.

Além disso, a necessidade de medidas para prevenir e conter epidemias que poderiam ter consequências catastróficas na região é maior do que nunca. O surto de pólio no Oriente Médio, por exemplo, exigiu vigilância coordenada regional e multinacional e várias rodadas de vacinação em massa.

A OMS conseguiu alcançar no ano passado 6 milhões de beneficiários somente na Síria, graças às doações feitas por parceiros. Em 2014, o programa de ajuda da OMS poderá permitir – se financiado – que 9 milhões de pessoas recebam cuidados essenciais de saúde.

“A OMS tem respondido à crise na Síria com uma de suas operações emergenciais de socorro mais caras e mais complexas na história desta Organização”, afirmou a diretora-geral da agência, Margaret Chan. “Com o apoio de vocês – nossos parceiros – conseguimos alcançar milhões de beneficiários, mas ainda há muito mais que precisamos fazer lá.”