OMS libera US$ 340 mil para 17 novas pesquisas sobre zika; sete são do Brasil

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) disponibilizará 20 mil dólares para cada uma das 17 pesquisas sobre zika selecionadas pela agência da ONU e seu escritório regional nas Américas. Sete são de instituições acadêmicas e organismos não governamentais do Brasil, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Gonçalo Cruz, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde.

OPAS e OMS

Com um montante de 340 mil dólares, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e seu escritório regional nas Américas — a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) — financiarão a realização de 17 novas pesquisas sobre o vírus zika.

Sete projetos são de instituições acadêmicas e organismos não governamentais do Brasil, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto Gonçalo Cruz, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde. Conheça a lista completa clicando aqui.

As investigações científicas abordarão temas que variam da identificação de fatores de risco para transmissão até aconselhamento pré-natal e contracepção. Cada proposta receberá 20 mil dólares da OMS.

As agências de saúde receberam 78 inscrições de pesquisadores e instituições de 19 países. Após avaliação, somente 17 trabalhos foram selecionados, oriundos de sete nações — Brasil, que lidera o grupo com o maior número de pesquisas financiadas, Colômbia (4), Honduras (1), Jamaica (1), México (1), Peru (2) e Venezuela (1).

“O surto de zika desafiou as abordagens convencionais para lidar com as emergências de saúde. É absolutamente essencial apoiar pesquisas que abordem as interações entre transmissão, comportamento e resultados e que nos possam fornecer informações rápidas e oportunas aos encarregados de formular de políticas”, afirmou o diretor do Programa Especial de Pesquisa, Desenvolvimento e Treinamento em Reprodução Humana da OMS, Ian Askew.

“Esses projetos de pesquisa são cruciais para melhorar nossa compreensão da dinâmica da epidemia de zika e as possíveis soluções de saúde pública”, acrescentou o subdiretor da OPAS, Francisco Becerra.

A verba disponibilizada para as pesquisas veio do programa liderado por Askew, da OPAS e também do Plano Estratégico de Resposta ao Zika da OMS. Outro parceiro que possibilitou o financiamento foi o Programa Especial de Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais da agência global de saúde.


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