OMS lança guia para atendimento de saúde mental em crises humanitárias

A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançou no dia 27 de março a versão em português do Guia de Intervenção Humanitária. O documento é uma ferramenta prática voltada a profissionais da saúde não especializados em saúde mental.

O Guia contém orientações para manejo de estresse agudo, luto, transtorno depressivo, transtorno do estresse pós-traumático, psicose, epilepsia, deficiência intelectual, uso de álcool e outras drogas, suicídio, entre outros.

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A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) no Brasil lançou no dia 27 de março a versão em português do Guia de Intervenção Humanitária (GIH – mhGAP). O documento é uma adaptação do Guia de Intervenção mhGAP, da OMS, sendo uma importante ferramenta para integração do componente de saúde mental na rede de cuidados primários em situações humanitárias.

O Guia contém orientações para gestores clínicos, princípios gerais de atenção aplicáveis a situações de emergência humanitária, módulos curtos sobre avaliação e manejo de: estresse agudo, luto, transtorno depressivo, transtorno do estresse pós-traumático, psicose, epilepsia, deficiência intelectual, uso de álcool e outras drogas, suicídio e outros problemas de saúde mental.

Originalmente publicado em inglês pela OMS e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o documento é uma ferramenta simples e prática voltada a profissionais da saúde não especializados e contém recomendações de avaliação e manejo clínico de condições mentais, neurológicas, uso de substância e suicídio (MNSS) em áreas afetadas por emergências humanitárias, nas quais o acesso a especialistas e opções de tratamento são limitados.

O Guia de Intervenção Humanitária (GIH-mhGAP) foi traduzido para o português com recursos da Embaixada do Japão para ser utilizado no projeto “Fortalecimento de Capacidades Locais em Saúde Mental e Apoio Psicossocial no Contexto Migratório”, desenvolvido em Boa Vista (RR) pela OPAS/OMS desde agosto de 2019. Entre janeiro e março de 2020 a OPAS/OMS capacitou 88 profissionais da rede de atenção primária e rede de atenção psicossocial do município de Boa Vista utilizando o GIH-mhGAP.