OMS lança cadastro para facilitar envio rápido e eficaz de agentes de saúde para emergências

O sistema vai permitir a criação de uma lista global com equipes de agentes de saúde estrangeiros para atuar na resposta humanitária a tsunamis, tufões, enchentes e surtos, como ebola e cólera.

Novo sistema de registro da OMS vai permitir a construção de uma lista global de equipes médicas para respostas de emergência. Foto: OMS/Rob Holden

Novo sistema de registro da OMS vai permitir a construção de uma lista global de equipes médicas para respostas de emergência. Foto: OMS/Rob Holden

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou na última quarta-feira (8) um novo sistema de registro que possibilitará o cadastro de equipes médicas estrangeiras que se encontrem preparadas para ser enviadas para respostas a tsunamis, tufões, enchentes e surtos, como o ebola e o cólera.

A brasileira Camila Lajolo, especialista em melhoria da qualidade e segurança do paciente na área da saúde, foi uma das autoras do Registro Global de Equipes Médicas Estrangeiras – que já está disponível –, uma publicação que estabelece os padrões mínimos para os trabalhadores internacionais da saúde, definindo o tipo, capacidades, serviços e requerimentos mínimos para envio a um país que vive uma situação de emergência.

Isso facilita uma resposta mais rápida e previsível, além de uma melhor coordenação entre os provedores e os centros médicos de saúde que receberão os médicos. As equipes que se pré-registrarem no cadastro global da OMS serão enviadas e autorizadas a entrar nos países para ajudar os que precisam.

“Graças ao sistema que desenvolvemos, a resposta internacional ao ciclone no Vanuatu tem sido muito rápida e eficiente”, disse Ian Norton, que lidera o trabalho das equipes médicas estrangeiras na OMS. “Nós apoiamos o Ministério da Saúde para assegurar que toda equipe médica estrangeira que chegou em Vanuatu fosse registrada no sistema a tivesse treinamento e equipamentos corretos. Isso significa que as equipes têm sido capazes de fornecer cuidados de forma rápida e efetiva aos mais necessitados.

O registro está aberto a qualquer profissional de saúde – sejam médicos, enfermeiras, paramédicos, fisioterapeutas – que estejam dispostos a viajar a outros países que passam por emergência.

“A classificação permite às equipes a declarar e os países a compreender o que eles estão oferecendo”, disse Norton, lembrando que as primeiras equipes que chegaram às Filipinas, para apoiar à resposta ao tufão Haiyan, não traziam os equipamentos corretos, os remédios ou possuíam as habilidades necessárias. Por isso, dois meses após a aprovação do padrão, os critérios detalhados foram adotados para filtrar e informar melhor as equipes de saúde que se ofereciam para ajudar o país.