OMS lança aplicativo que ajuda a detectar perdas auditivas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou neste mês um aplicativo gratuito que permite ao usuário checar se está ouvindo bem ou não. Com o app, a agência da ONU quer ajudar usuários de smartphones a detectar perdas auditivas precocemente. Segundo o organismo internacional, o software hearWHO beneficiará principalmente quem ouve música num volume alto ou quem trabalha em locais barulhentos.

Quem ouve música muito alto pode estar em risco de perdas auditivas. Foto: PEXELS(CC)/Burst

Quem ouve música muito alto pode estar em risco de perdas auditivas. Foto: PEXELS(CC)/Burst

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou neste mês um aplicativo gratuito que permite ao usuário checar se está ouvindo bem ou não. Com o app, a agência da ONU quer ajudar usuários de smartphones a detectar perdas auditivas precocemente. Segundo o organismo internacional, o software hearWHO beneficiará principalmente quem ouve música num volume alto ou quem trabalha em locais barulhentos.

Entre os sintomas do início da perda auditiva, estão a sensação de zumbido no ouvido, o fato de não conseguir ouvir partes de uma conversa ou o costume frequente de aumentar o volume de aparelhos de televisão, rádio ou dispositivos de áudio. A OMS lembra que a identificação com antecedência da perda auditiva é crucial para saber quais comportamentos de risco precisam ser modificados.

A detecção com antecedência também permite averiguar a ação mais apropriada para enfrentar esse problema de saúde. Por isso, a agência disponibilizou o hearWHO, que pode ser baixado no Google Play e na App Store da Apple. O aplicativo foi lançado às vésperas do Dia Mundial da Audição, 3 de março.

“Muitas pessoas que têm deficiência auditiva não percebem e, por isso, perdem oportunidades educacionais, profissionais e da vida cotidiana”, diz Etienne Krug, diretor de Prevenção da Violência, Lesões e Incapacidades da OMS. “Verificações regulares de audição garantem que a perda auditiva seja identificada e tratada o mais cedo possível.”

O organismo internacional lembra que profissionais de saúde auditiva podem determinar as intervenções mais adequadas para tratar ou prevenir perdas. Essas medidas podem variar de legendas e linguagem de sinais a próteses auditivas e implantes cocleares. Ações para evitar, diagnostica e lidar com prejuízos à audição são consideradas custo-efetivas.

Como funciona o aplicativo?

O hearWHO é baseado na tecnologia digits-in-noise (dígitos no barulho, em tradução livre para o português). Pede-se aos usuários que se concentrem, ouçam e insiram em seus dispositivos móveis uma série de três números, quando solicitados. Esses números foram gravados sobre níveis variados de som de fundo, simulando condições de escuta na vida cotidiana. O aplicativo exibe a pontuação do usuário, explica o que ela significa e armazena o resultado do teste para que a pessoa possa monitorar o status da sua audição ao longo do tempo.

É possível definir lembretes no aplicativo para fazer o teste regularmente. A ferramenta pode ser usada por indivíduos e profissionais de saúde para facilitar a triagem auditiva, especialmente em contextos com poucos recursos.

“Este aplicativo nos ajudará, acima de tudo, a aumentar a conscientização sobre a importância dos cuidados com a audição”, defende Shelly Chadha, oficial técnica da OMS. “Uma vez perdida, a audição não volta mais.”

Mais de 5% da população mundial – ou 466 milhões de pessoas – tem deficiência auditiva incapacitante. Esse contingente inclui 432 milhões de adultos e 34 milhões de crianças. Estima-se que, até 2050, mais de 900 milhões de indivíduos – ou um em cada dez habitantes do planeta – terão perda auditiva incapacitante. Em nível global, a perda auditiva não atendida representa um custo anual de 750 bilhões de dólares.

“Nós encorajamos as pessoas a verificarem sua audição a fim de ajudar a preservar esse presente valioso que nos ajuda a aproveitar a vida”, completa Shelly.

O app da OMS foi feito para pessoas que estão em risco de perder a audição ou que já experimentam alguns dos sintomas relacionados a esse problema. A agência da ONU lembra que o software poderá beneficiar também quem usa medicamentos prejudiciais à audição e quem tem 60 anos ou mais.


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