OMS intensifica resposta ao ebola com chegada da temporada de chuvas

Nesse período, aumenta a presença de outras doenças, como a malária, cujos sintomas são parecidos aos do ebola. A ONU afirma que o engajamento das comunidades é essencial para prevenir a propagação do vírus.

Agentes de saúde em Serra Leoa. Foto: OMS/D. Licona

Agentes de saúde em Serra Leoa. Foto: OMS/D. Licona

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta quarta-feira (03), que houve um aumento na intensidade de transmissão do ebola em uma área da Guiné e Serra Leoa. A chegada da temporada de chuvas dificultará ainda mais as operações de campo, e a falta de engajamento das comunidades para reverter essa tendência representa um desafio em ambos os países.

A temporada de chuvas traz novos problemas, já que provoca outras doenças, como a malária, cujos sintomas são similares aos do ebola. Por isso, qualquer pessoa que apresente estes sinais terá que submeter-se a testes de ebola, aumentando drasticamente a necessidade desse serviço, informou o representante especial interino e chefe da Missão da ONU para a Resposta de Emergência ao Ebola (UNMEER),  Peter Graaff.

Os relatórios semanais indicavam uma queda constante no número de casos. No entanto, o último publicado, com data de 31 de maio, mostrou 25 novos casos na Guiné e Serra Leoa, muitos em áreas onde o vírus já não se manifestava e a fonte de transmissão é desconhecida, o que demonstra que a cadeia de transmissão continua a não ser bem rastreada.

O Fundo da ONU para a Infância (UNICEF) também relatou resistência de líderes em várias regiões, incluindo incidentes violentos contra as equipes de campo nas últimas semanas.

Os novos focos de ebola ocorrem perto da fronteira com a Guiné-Bissau, por isso novos times foram enviados à região pare evitar que o vírus cruze a fronteira. O relatório de 31 de maio registrou um total de 27.181 casos de ebola e 11.162 mortes.