OMS incentiva programas de inclusão de pessoas com deficiências mentais e psicossociais

Organização Mundial de Saúde (OMS) lança nesta quinta-feira (16), em Nova York, o relatório “Identificando pessoas com deficiências mentais como um grupo de risco”, que trata da inclusão da saúde mental em programas desenvolvimento.

Pessoas com deficiências mentais e psicossociais estão entre as mais marginalizadas em países em desenvolvimento. Embora os agentes do setor tenham se comprometido a concentrar seus trabalhos para ajudá-los, muitos programas continuam a ignorar e excluir esse segmento da sociedade. Nesse contexto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lança nesta quinta-feira (16), em Nova York, o relatório “Identificando pessoas com deficiências mentais como um grupo de risco”, que trata da inclusão da saúde mental em programas desenvolvimento.

De acordo com a análise, a maioria dos programas de assistência à pobreza e ao desenvolvimento não atinge pessoas desse setor social. Dados mostram que entre 75% a 85% dos portadores de doenças mentais ou psicossociais não têm acesso ao tratamento médico. O desemprego é outro problema que alcança cerca de 90% dessas pessoas.

Além disso, não são dadas oportunidades educacionais e profissionais para que esses indivíduos alcancem seu pleno potencial. Condições prioritárias de saúde mental incluem: depressão, psicose, suicídio, epilepsia, demência e doenças ligadas ao uso de álcool e drogas.

“É necessária maior atenção da comunidade envolvida para reverter essa situação”, disse Ala Alwan, Diretor Assistente para Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OMS. “A falta de visibilidade, voz e poder de pessoas com deficiências mentais significa que um esforço extra deve ser feito para alcançá-los e envolvê-los mais diretamente nos programas de desenvolvimento”, apontou Alwan.

Estima-se que uma a cada quarto pessoas no mundo sofrerá de algum tipo de distúrbio mental ao longo da vida. As condições de saúde mental são responsáveis por altas taxas de mortalidade, sendo responsável por mais de 8% em países de baixa renda e 16% em países de renda média. A depressão será a segunda maior causa de doenças em países de renda média e a terceira maior em países de baixa renda até 2030.

O relatório apela aos agentes de desenvolvimento para atenderem as necessidades das pessoas com deficiência mental e psicossocial por meio de uma série de medidas inclusivas e de ampliação da conscientização da comunidade internacional sobre a situação dessas pessoas, além da melhoria dos serviços sociais que as atende.

A OMS está trabalhando em conjunto com o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU (DESA) para conseguir integrar essa questão na agenda dos programas de desenvolvimento em nível nacional.

O Subsecretário Geral do DESA, Sha Zukang, disse que é vital acabar com as barreiras que continuam a excluir pessoas com incapacidades mentais ou psicossociais. “Para que eles possam ter acesso a melhores oportunidades e se beneficiem dos frutos do desenvolvimento, devem ser envolvidos na concepção de políticas e programas relacionados ao desenvolvimento”.