OMS implementa operação de emergência na fronteira de Guiné-Bissau para conter ebola

Após surgimento de novos casos em Boké, na Guiné, uma equipe se deslocou para a localidade a fim de evitar que a doença cruze a fronteira.

Crianças comemoravam o fim do ebola em Bonké em janeiro de 2015. Foto: UNMEER/Sandra Miller.

Crianças comemoravam o fim do ebola em Bonké em janeiro de 2015. Foto: UNMEER/Sandra Miller.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou na última quarta-feira (20) “um aumento substancial” no total de novos casos de ebola em Guiné e Serra Leoa registrados na última semana. Para evitar que a doença chega em Guiné-Bissau, uma equipe de resposta se deslocou para a fronteira, após detectarem casos na província guineense de Boké.

“Um time de investigação epidemiológico foi mobilizado para garantir que qualquer contato que cruze a fronteira seja rastreado”, disse o comunicado da OMS.

Apesar de desconhecerem ainda a origem do contágio na província de Boké, as investigações iniciais indicam que a cadeia de transmissão pode ter começado na capital da Guiné, Conacri, quando quatro dos pacientes confirmados viajaram a um funeral nesta cidade.

Paralelamente, a OMS anunciou que líderes da organização se reuniram nesta quarta-feira (20) em Genebra, Suíça, e concordaram com uma nova estratégia para 2016-2030, de redução da malária em âmbito mundial em 40% até 2020, e em pelo menos 90% até 2030.O acordo prevê a eliminação da doença em pelo menos 35 novos países até 2030. Os Estados-membros da OMS aprovaram o orçamento da agência de saúde para 2016-17 de cerca de 4,4 bilhões de dólares.

“Entre 2000 e 2013, a taxa de mortalidade mundial da malária caiu 47%” de acordo com o anúncio da OMS. “No entanto, milhões de pessoas ainda não conseguem ter acesso a prevenção e tratamento da doença, e a maioria dos casos e mortes continuam não sendo registrados e declarados. “Em 2013, a malária matou mais de 580 mil pessoas”.