OMS identifica menino congolês de 5 anos como primeiro caso de ebola em Uganda

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de Uganda confirmaram na terça-feira (11) o primeiro caso do vírus mortal ebola no país, na esteira do surto atual na vizinha República Democrática do Congo. Apesar de diversos alertas anteriores em Uganda, esta é a primeira vez que o vírus é identificado fora da RD Congo durante o que se transformou no pior surto em sua história.

Trabalhadores da saúde tratam menino de 15 anos com suspeita de ebola na República Democrática do Congo. Foto: Banco Mundial/Vincent Tremeau

Trabalhadores da saúde tratam menino de 15 anos com suspeita de ebola na República Democrática do Congo. Foto: Banco Mundial/Vincent Tremeau

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde de Uganda confirmaram na terça-feira (11) o primeiro caso do vírus mortal ebola no país, na esteira do surto atual na vizinha República Democrática do Congo. Apesar de diversos alertas anteriores em Uganda, esta é a primeira vez que o vírus é identificado fora da RD Congo durante o que se transformou no pior surto em sua história.

Um menino congolês de 5 anos passou pela fronteira de Uganda no domingo (9) pelo posto de controle fronteiriço em Bwera. Enquanto ele recebia atendimento médico no hospital de Kagando, agentes de saúde identificaram o ebola como possível causa de doença.

A criança foi transferida para a Unidade de Tratamento do Ebola em Bwera, onde o Instituto Viral de Uganda confirmou o caso na terça-feira. O menino está atualmente recebendo tratamento e seus contatos estão sendo monitorados.

A OMS e o Ministério da Saúde de Uganda enviaram uma equipe de resposta à cidade de Kasese, próxima à fronteira com a RD Congo, para identificar outras pessoas que possam estar em risco. A equipe também tem o objetivo de monitorar possíveis casos e fornecer assistência às pessoas que estiverem infectadas.

Unidades de Tratamento do Ebola em vigor

Em preparação para a possibilidade de um caso da doença, Uganda vacinou quase 4,7 mil agentes de saúde em 165 centros de saúde, intensificou monitoramento de doenças e treinou agentes para que eles reconheçam os sintomas do vírus.

Em resposta ao caso, o Ministério está intensificando ações educativas em comunidades, apoio psicossocial e vacinas para agentes de saúde e pessoas que podem ter sido expostas ao jovem paciente.

Sintomas do ebola podem ser repentinos e incluir: febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça, dores na garganta. A contração do vírus gera uma grave doença que é espalhada através do contato com fluidos corporais – como vômito, fezes ou sangue – de uma pessoa infectada.

Vacinas são oferecidas para pessoas que estiveram em contato com alguém infectado. Além disso, estas pessoas também precisam monitorar a saúde por 21 dias.

A vacina usada na RD Congo e por membros da linha de frente no combate à doença em Uganda tem sido, até agora, eficaz em proteger pessoas da doença. A vacina também aumenta chances de sobrevivência de pessoas que desenvolveram o vírus.

Embora ainda não existam outros casos confirmados da doença em outras partes do país, o Ministério da Saúde está montando unidades no distrito afetado e em hospitais de referência para lidar com possíveis pacientes.


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