OMS está confiante de que Brasil vai conseguir manter zika sob controle durante Olimpíadas

Controle de vetores foi considerado “essencial” pela Organização Mundial da Saúde em pronunciamento nesta terça-feira (10). Agência da ONU acredita que o Brasil está “fazendo o máximo” para combater a doença.

OMS destacou também importância de medidas individuais de prevenção para turistas, como uso de repelentes e telas contra mosquitos.

Laboratório do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz, em Recife. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

Laboratório do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, da Fundação Oswaldo Cruz, em Recife. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destacou nesta terça-feira (10) que está confiante de que autoridades do Brasil estão “fazendo o máximo” para manter sob controle os vetores do vírus zika durante as Olimpíadas. O monitoramento das vias de transmissão da doença foi considerado “essencial” pela agência da ONU.

O organismo internacional ressaltou ainda que, para os turistas que vierem assistir aos Jogos, “medidas de proteção pessoais” também são fundamentais. Entre as recomendações da OMS, estão o uso de repelentes e de telas nas janelas e a utilização de aparelhos de ar condicionado — em vez de deixar as janelas abertas, quando estas estiverem desprotegidas.

A agência da ONU também indicou que as pessoas durmam em espaços fechados e protegidos com telas contra mosquitos durante sua estadia no Brasil.

Às mulheres grávidas, a OMS recomendou que busquem aconselhamento junto a profissionais de saúde.

Viajantes que estiverem voltando do Brasil devem praticar sexo seguro por um período de quatro a seis semanas após episódios em que se suspeite ter sido mordido por um mosquito portador do zika.

Segundo o representante da OMS, Christian Lindmeier, medidas de prevenção pelas autoridades e organizadores dos Jogos, combinadas ao monitoramento durante o retorno dos turistas, são fundamentais, embora quase 80% das pessoas infectadas não apresentem sintomas. Lindmeier reiterou o fato de que o zika é uma doença que o mundo ainda está conhecendo.

Casos da infecção não estão sendo contados, pois é impossível acompanhar e registrar todas as mordidas de mosquito, informou o representante da agência da ONU.

No que diz respeito aos casos de microcefalia, 1.271 já foram verificados no Brasil até 5 de maio. Na Colômbia, foram registrados sete casos. Em Cabo Verde, três. Na Polinésia Francesa (França), oito. Na Maritinica, dois. No Panamá, quatro. Nos Estados Unidos, dois.