OMS elogia compromisso do Facebook de combater notícias falsas sobre vacinas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) elogiou no início de setembro (5) o compromisso da rede social Facebook de garantir que os usuários sejam capazes de separar fatos de mentiras quando se refere a informações sobre vacinação.

Após meses de discussões entre OMS e Facebook em meio à disseminação de mentiras ou imprecisões no que se refere à imunização, a gigante das redes sociais prometeu direcionar milhões de usuários para “informações precisas e confiáveis da OMS em diversas línguas, para garantir que mensagens vitais de saúde atinjam as pessoas que mais precisam delas”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebryesus, em comunicado.

OMS está trabalhando com Facebook para enfrentar a proliferação de desinformação sobre vacinas nas redes sociais. Foto: ONU/Manuel Elias

OMS está trabalhando com Facebook para enfrentar a proliferação de desinformação sobre vacinas nas redes sociais. Foto: ONU/Manuel Elias

A Organização Mundial de Saúde (OMS) elogiou no início de setembro (5) o compromisso da rede social Facebook de garantir que os usuários sejam capazes de separar fatos de mentiras quando se refere a informações sobre vacinação.

Após meses de discussões entre OMS e Facebook em meio à disseminação de mentiras ou imprecisões no que se refere à imunização, a gigante das redes sociais prometeu direcionar milhões de usuários para “informações precisas e confiáveis da OMS em diversas línguas, para garantir que mensagens vitais de saúde atinjam as pessoas que mais precisam delas”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebryesus, em comunicado.

“Desinformação sobre vacinação são uma grave ameaça à saúde global, capaz de reverter décadas de progresso no combate às doenças evitáveis”, alertou a OMS. Doenças letais e incapacitantes como difteria, hepatite, poliomielite e sarampo podem ser evitadas através da vacinação.

A OMS classifica a relutância à vacinação como uma das maiores ameaças à saúde mundial em 2019, citando o ressurgimento do sarampo neste ano, que teve um aumento de 30% de casos globalmente.

Com o movimento anti-vacinação ganhando força online, as taxas de imunização caíram mundialmente, afetando tanto países desenvolvidos como em desenvolvimento. Segundo a imprensa internacional, as taxas de vacinação nos estados de Califórnia e Los Angeles (Estados Unidos) está tão baixa quanto no Chade e no Sudão do Sul.

A OMS avalia que a imunização previna de 2 milhões a 3 milhões de mortes por ano, assim como outras consequências decorrentes de 26 doenças que são prevenidas com a vacinação.

Ghebreyesus afirmou que os ‘gigantes’ digitais têm a responsabilidade de garantir que seus usuários tenham acesso a informações sobre vacinas e saúde. “Seria ótimo se as plataformas de busca e as redes sociais se unissem para aproveitar seu alcance”, disse.

Em agosto, a rede Pinterest anunciou que planejava restringir os resultados de buscas sobre vacinação para que os resultados levasse a organizações de saúde confiáveis como OMS e Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA.

“Os atores do mercado digital devem se esforçar para garantir que o mundo saiba que as vacinas funcionam”, disse a OMS, referindo-se ao tema da Semana Mundial de Imunização que foi celebrada em abril deste ano.

O objetivo é apoiar inovações que estimulem comportamentos saudáveis, disse o diretor-geral da OMS, “para salvar vidas e proteger os vulneráveis”, acrescentando que muitas crianças têm pais que apoiam a vacinação como medida fundamental de saúde mas “não têm acesso a esses métodos que salvam vidas”.

Os esforços do Facebook “devem ser acompanhados de ações concretas dos governos e do setor de saúde para promover a confiança na vacinação e responder às necessidades e preocupações dos pais”, concluiu Ghebryesus.