OMS e parceiros tentam evitar colapso do sistema de saúde em Gaza

Organização Mundial da Saúde e parceiros pedem US$ 11,2 milhões para ações prioritárias para 1,27 milhão de pessoas por três meses; caso verba não seja assegurada, 1.715 pacientes podem correr risco de morte – incluindo 113 recém-nascidos.

Sofrendo deslocamentos, lesões e até mesmo a morte, as crianças continuam a arcar com as consequências inaceitáveis da recente escalada de violência entre Israel e Gaza. Foto: UNICEF/D'Aki

Foto: UNICEF/D’Aki

A grave situação humanitária em Gaza está ameaçando a saúde dos moradores da região. Em comunicado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que 1.715 pacientes correm risco de morrer se não houver um fundo de emergência.

A OMS e seus parceiros precisam de US$ 11,2 milhões para ações prioritárias para quase 1,3 milhão de pessoas em Gaza, nos próximos três meses.

A agência da ONU alerta para uma falha total do sistema. Dos pacientes que correm risco, 113 são recém-nascidos, 100 estão em unidade de tratamento intensivo e 702 recebem tratamento de hemodiálise.

Existem ainda 300 pacientes precisando de cirurgias e 500 de cuidados de emergência.

Os territórios palestinos sofrem com racionamento de energia elétrica e falta de combustível para geradores, com um impacto severo sobre serviços básicos de fornecimento de água, saneamento, saúde e tratamento de lixo.

A situação está mais difícil em fevereiro, quando esses serviços ficaram à beira do colapso com a falta de energia e apagões, colocando os pacientes dos hospitais sob risco.

A OMS acredita que, se os postos de saúde forem fechados por falta de dinheiro, quase 1,3 milhão de pessoas serão afetadas diretamente.

O Ministério da Saúde palestino fechou temporariamente os hospitais de Beit Hanoun, Durrah e o Hospital Psiquiátrico, além de várias clínicas. Os medicamentos também estão acabando. Por causa do racionamento de energia, o fornecimento de água é feito de 3 a 5 horas por dia e 96% da água entregue não é apropriada para o consumo.

Acesse o relatório completo da OMS clicando aqui.