OMS: doenças respiratórias ligadas à gripe sazonal matam 650 mil pessoas por ano no mundo

Até 650 mil mortes por ano estão associadas a doenças respiratórias da gripe sazonal, de acordo com novas estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (US-CDC), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de parceiros globais na área de saúde.

A maioria das mortes ocorre entre pessoas com mais de 75 anos e nas regiões mais pobres do mundo. A África Subsaariana responde pelo maior risco de mortalidade por gripe no mundo, seguido de perto pelo Mediterrâneo Oriental e o Sudeste Asiático.

A vacinação anual contra a gripe é recomendada para prevenir doenças e complicações da infecção pela doença, segundo a OMS. Foto: EBC

A vacinação anual contra a gripe é recomendada para prevenir doenças e complicações da infecção pela doença, segundo a OMS. Foto: EBC

Até 650 mil mortes por ano estão associadas a doenças respiratórias da gripe sazonal, de acordo com novas estimativas dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (US-CDC), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de parceiros globais na área de saúde.

Esse volume marca um aumento na estimativa mundial anterior de 250 mil a 500 mil, que data de mais de dez anos e cobriu todas as mortes relacionadas à gripe, incluindo doenças cardiovasculares ou diabetes.

As novas cifras de 290 mil a 650 mil mortes se baseiam em dados mais recentes de um grupo maior e mais diversificado de países, incluindo os de renda média baixa, e excluem óbitos por doenças não respiratórias.

“Esses números indicam o alto fardo da gripe e seus substanciais custos econômicos e sociais para o mundo”, disse Peter Salama, diretor-executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS. “Eles destacam a importância da prevenção da gripe para epidemias sazonais, bem como a preparação para pandemias”.

As estimativas levam em consideração os resultados dos recentes estudos de mortalidade respiratória por gripe, incluindo uma pesquisa do US-CDC, publicado pela revista acadêmica The Lancet na quinta-feira (14).

De acordo com o US-CDC, a maioria das mortes ocorre entre pessoas com mais de 75 anos e nas regiões mais pobres do mundo. A África Subsaariana responde pelo maior risco de mortalidade por gripe no mundo, seguido de perto pelo Mediterrâneo Oriental e o Sudeste Asiático.

“Todos os países, ricos e pobres, grandes e pequenos, devem trabalhar em conjunto para controlar os surtos de gripe antes da chegada da próxima pandemia. Isso inclui o fortalecimento da capacidade de detectar e responder a surtos e fortalecer os sistemas de saúde para melhorar a saúde dos mais vulneráveis e os que estão em maior risco”, disse Salama.

Quase todas as mortes entre crianças menores de 5 anos com infecções do trato respiratório inferior relacionadas à gripe ocorrem nos países em desenvolvimento, mas os efeitos das epidemias de gripe sazonal nos países mais pobres do mundo não são totalmente conhecidos.

A OMS está trabalhando com os parceiros para avaliar o fardo global da gripe, fornecendo orientações e experiências aos Estados-membros para medir a carga da doença e suas consequências econômicas.

Mais estudos de vigilância e laboratório de outras enfermidades, como doenças cardiovasculares (que podem ser relacionadas à gripe), deverão produzir estimativas substancialmente mais elevadas nos próximos anos.

A OMS incentiva os países a priorizar a prevenção da gripe e a produzir estimativas nacionais para informar as políticas de prevenção. A vacinação anual contra a gripe é recomendada para prevenir doenças e complicações da infecção pela doença. A vacinação é especialmente importante para pessoas com maior risco de complicações graves e morte, bem como para profissionais de saúde.

A gripe sazonal é uma infecção viral aguda que se espalha facilmente de pessoa para pessoa e circula em todo o mundo. A maioria das pessoas se recupera dentro de uma semana sem necessidade de atenção médica. Entre as doenças respiratórias comuns relacionadas à gripe sazonal que podem causar a morte estão pneumonia e bronquite.

O Grupo de Trabalho de Combate à Carga da Doença da OMS é composto por especialistas do All India Institute of Medical Science, da Universidade Nacional de Cingapura, do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis da África do Sul, do US-CDC, da Universidade do Valle de Guatemala e da Universidade de Edimburgo.