OMS diz que reinfecção pelo novo coronavírus não parece ser evento frequente

É provável que seja baixa a possibilidade de pessoas serem reinfectadas pelo novo coronavírus, disse a agência de saúde da ONU na terça-feira (25), após relatos em Hong Kong de que um homem havia contraído o novo coronavírus pela segunda vez após um intervalo de mais de quatro meses.

Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, manifestou a preocupação de que o fato pudesse gerar um novo alerta.

“Outra coisa importante a ser observada é que os números são muito, muito pequenos”, disse ela. “Portanto, este é um caso documentado em mais de 23 milhões e provavelmente veremos outros casos documentados. Mas parece não ser um evento regular, teríamos visto muitos mais casos.”

Os testes são do tipo RT-PCR, que detectam se a pessoa está infectada com o coronavírus causador da COVID-19. Foto: pixabay/fernandozhiminaicela (CC)

Testes do tipo RT-PCR detectam se a pessoa está infectada com o coronavírus causador da COVID-19. Foto: pixabay/fernandozhiminaicela (CC)

É provável que seja baixa a possibilidade de pessoas serem reinfectadas pelo novo coronavírus, disse a agência de saúde da ONU na terça-feira (25), após relatos em Hong Kong de que um homem havia contraído o novo coronavírus pela segunda vez após um intervalo de mais de quatro meses.

Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Harris, manifestou a preocupação de que o fato pudesse gerar um novo alerta.

“Outra coisa importante a ser observada é que os números são muito, muito pequenos”, disse ela. “Portanto, este é um caso documentado em mais de 23 milhões e provavelmente veremos outros casos documentados. Mas parece não ser um evento regular, teríamos visto muitos mais casos.”

No entanto, Harris observou que a reinfecção sinalizada na segunda-feira foi significativa.

Mutações do vírus

De acordo com os cientistas da Universidade de Hong Kong que anunciaram o fato, as cepas de vírus que infectaram o homem com mais de quatro meses de intervalo eram diferentes.

“O importante aqui é que esta seja uma documentação clara”, disse o porta-voz da OMS. “Então, recebemos relatos anedóticos de vez em quando de pessoas que tiveram resultados negativos e depois positivos. E não ficou claro até este caso se era simplesmente um problema de teste ou se as pessoas estavam sendo infectadas pela segunda vez.”

As prioridades para a agência de saúde da ONU incluem entender “o que isso significa em termos de imunidade (das pessoas)”, continuou Harris.

“É por isso que temos muitos grupos de pesquisa rastreando pessoas, medindo anticorpos, tentando entender quanto tempo dura a proteção imunológica — a proteção imunológica natural — que não é a mesma de uma vacina.”

Até o momento, a OMS registrou quase 23,5 milhões de casos de infecção por COVID-19 em todo o mundo, com mais de 809 mil mortes.

A região das Américas é a mais atingida, com mais de 12,5 milhões de pessoas infectadas, seguida pela Europa (3,995 milhões), Sudeste Asiático (3,666 milhões), Mediterrâneo Oriental (1,840 milhão), África (1,007 milhão) e Pacífico Ocidental (460.991).

Iniciativa de vacinas ganha impulso

Em um desenvolvimento relacionado, a OMS disse que mais de 170 países estão cooperando em uma iniciativa global para produzir vacinas COVID-19 a preços justos, uma vez que estas sejam licenciadas e aprovadas.

A iniciativa de financiamento para vacinas COVAX envolve países e fabricantes; é liderada por OMS, Coalizão para Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI) e a aliança por vacinas Gavi.

Em um comunicado, a OMS disse que a COVAX tem o “maior e mais diversificado portfólio de vacinas COVID-19” do mundo com nove vacinas candidatas, mais nove “em avaliação e conversas em andamento com outros grandes fabricantes”.

A OMS descreveu o projeto como a única iniciativa global que está trabalhando com governos e fabricantes para garantir que as vacinas COVID-19 estejam disponíveis em todo o mundo para países de baixa e alta renda.

Mas insistiu que, para garantir doses suficientes de vacinas para proteger as populações mais vulneráveis ​​— como trabalhadores de saúde e idosos —, o financiamento era necessário até 31 de agosto, prazo final.