OMS diz que combate ao novo coronavírus tem de incluir testagem de casos

A maneira mais eficaz de prevenir infecções e salvar vidas é quebrar as cadeias de transmissão. Para isso, é preciso testar e isolar, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa em Genebra nesta segunda-feira (16) sobre a pandemia provocada pelo novo coronavírus. “Mais uma vez, nossa mensagem é: testar, testar, testar.”

“Você não pode combater um incêndio com os olhos vendados”, disse ele, ressaltando a importância de testar todos os casos. “Não podemos parar esta pandemia se não soubermos quem está infectado”.

As pessoas que chegam ao aeroporto de Luxor, no Egito, são rastreadas quanto a sintomas de coronavírus. Foto: Khaled Abdul Wahab

As pessoas que chegam ao aeroporto de Luxor, no Egito, são rastreadas quanto a sintomas de coronavírus. Foto: Khaled Abdul Wahab

A maneira mais eficaz de prevenir infecções e salvar vidas é quebrar as cadeias de transmissão. Para isso, é preciso testar e isolar, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa em Genebra nesta segunda-feira (16) sobre a pandemia provocada pelo novo coronavírus. “Mais uma vez, nossa mensagem é: testar, testar, testar.”

A OMS criticou repetidamente a falta de urgência por parte de muitos países quando se trata de testes, isolamento e rastreamento de contatos (ou seja, monitorar cuidadosamente as pessoas que estão em contato próximo com alguém que foi infectado).

Em seu briefing de segunda-feira, Tedros reconheceu a rápida escalada nas medidas de distanciamento social em todo o mundo, que inclui muito mais fechamento de escolas, cancelamento de eventos esportivos e, em alguns países, fechamento de negócios onde as pessoas se reúnem, como restaurantes, bares, cinemas, e teatros.

No entanto, simplesmente seguir as diretrizes de comportamento pessoal (como distanciamento social, lavagem regular das mãos e tosse no cotovelo) não é, disse Tedros, suficiente para “extinguir a pandemia”.

“Você não pode combater um incêndio com os olhos vendados”, disse ele, ressaltando a importância de testar todos os casos. “Não podemos parar esta pandemia se não soubermos quem está infectado”.

Cerca de 1,5 milhão de testes foram enviados pela OMS a 120 países para atender à demanda global, e a agência está trabalhando com empresas para disponibilizá-los aos necessitados.

Orientação para cuidados em casa

Tedros observou que muitos países já excederam sua capacidade para atender casos leves em unidades de saúde e, se estiverem nessa situação, devem priorizar pacientes mais velhos e aqueles com condições de saúde pré-existentes.

Uma opção para pacientes com sintomas leves é que eles sejam isolados e tratados em casa, explicou. Isso pode colocar outras pessoas na mesma casa em risco; portanto, os profissionais de saúde devem seguir as orientações da OMS sobre como prestar assistência da maneira mais segura possível.

O paciente e o cuidador devem, por exemplo, usar máscaras médicas quando estiverem no mesmo quarto, dormir em quartos separados e usar um banheiro diferente; o cuidador deve lavar as mãos após qualquer contato com o paciente ou com o ambiente imediato do paciente; e visitantes não devem ser permitidos. Como os pacientes ainda podem infectar outras pessoas após deixarem de ficar doentes, as medidas devem continuar por pelo menos duas semanas após o desaparecimento dos sintomas.

“Não faça estoques”

A lavagem frequente das mãos não é apenas uma questão de higiene pessoal: é também, declarou Tedros, um ato de solidariedade, porque reduz o risco de você infectar outras pessoas, em sua comunidade e no mundo: “faça por si mesmo, faça para os outros”, afirmou.

A OMS também está pedindo às pessoas que manifestem sua solidariedade, não estocando itens essenciais. Isso pode criar escassez de medicamentos e outros produtos, o que pode agravar a situação.

No entanto, Tedros recebeu com satisfação a resposta ao Fundo de Solidariedade ao Coronavírus, lançado pela OMS e parceiros na sexta-feira (13). Desde então, cerca de 110 mil pessoas contribuíram com quase 19 milhões de dólares, que serão usados ​​para comprar testes de diagnóstico, suprimentos para profissionais de saúde e apoiar pesquisa e desenvolvimento.

O chefe da OMS também mencionou o desafio #safehands (mãos seguras), um exercício de conscientização online, incentivando as pessoas a compartilhar seus vídeos promovendo a importância da lavagem correta das mãos, que vem atraindo a atenção de muitos participantes, incluindo celebridades e líderes mundiais.

Pessoal da ONU que presta assistência aos governos nacionais

Enquanto isso, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral, Stéphane Dujarric, anunciou que equipes da ONU estão trabalhando com autoridades em todo o mundo, para apoiar os planos nacionais de preparação e resposta à COVID-19.

Em muitos países, disse o porta-voz, o pessoal da ONU está fornecendo conhecimentos adicionais aos governos, em áreas como saúde pública, resposta humanitária e de emergência, bem como conscientização da comunidade e comunicação de riscos.

Na Ásia, por exemplo, vários órgãos da ONU estão apoiando os esforços do governo em áreas como finanças e economia, educação e água e saneamento, com apoio imediato a fábricas de roupas e trabalhadores migrantes e um foco especial nas mulheres.

E na América Latina e no Caribe, e na África, os especialistas em comunicação da ONU estão apoiando os esforços de conscientização da comunidade e de comunicação de risco em nível nacional.