OMS convoca reunião de emergência sobre ebola em cidade congolesa

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) está convocando uma reunião de emergência nesta sexta-feira (18) para “considerar os riscos internacionais” do mais recente surto da doença mortal ebola, que agora avança para uma área urbana da República Democrática do Congo (RDC).

Um novo caso de doença pelo vírus ebola foi confirmado em Mbandaka, uma cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes, confirmou a OMS nesta quinta-feira (17), aumentando os temores de que, apesar da rápida resposta das autoridades, o surto não tenha sido contido.

Profissionais de saúde se preparam para tratar pacientes suspeitos de ebola no Hospital Bikoro, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Naftalin

Profissionais de saúde se preparam para tratar pacientes suspeitos de ebola no Hospital Bikoro, na República Democrática do Congo. Foto: UNICEF/Naftalin

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está convocando uma reunião de emergência nesta sexta-feira (18) para “considerar os riscos internacionais” do mais recente surto da doença mortal ebola, que agora avança para uma área urbana da República Democrática do Congo (RDC).

Um novo caso de doença pelo vírus ebola foi confirmado em Mbandaka, uma cidade com cerca de 1,2 milhão de habitantes, confirmou a OMS nesta quinta-feira (17), aumentando os temores de que, apesar da rápida resposta das autoridades, o surto não tenha sido contido.

Até agora, 23 pessoas morreram devido ao avanço da doença.

Até quinta-feira (17), os mais de 40 casos confirmados estavam todos localizados na área em torno de Bikoro, perto do rio Congo, e a cerca de 150 quilômetros da capital provincial Mbandaka, uma movimentada cidade portuária.

“Este é um desenvolvimento preocupante, mas agora temos ferramentas melhores do que nunca para combater o ebola”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS.

“A OMS e nossos parceiros estão tomando medidas decisivas para impedir a disseminação do vírus”, acrescentou ele.

“A chegada do ebola em uma área urbana é muito preocupante e a OMS e parceiros estão trabalhando juntos para ampliar rapidamente a busca por todos os contatos do caso confirmado na área de Mbandaka”, disse o diretor regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti.

A reunião do Comitê de Emergência decidirá se deve declarar uma emergência de saúde pública oficial, o que provocaria mais envolvimento internacional e liberaria mais recursos para lidar com o surto.

Além da OMS e de outras agências da ONU, a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês), a Médicos Sem Fronteiras (MSF) e outras organizações humanitárias têm equipes no local trabalhando para conter o surto.

Resposta ampliada

A agência de saúde da ONU está implantando cerca de 30 especialistas para conduzir a vigilância em Mbandaka e está trabalhando com o Ministério da Saúde da RDC, levando informação às comunidades sobre prevenção, tratamento e notificação de novos casos.

A MSF, parceira da OMS, também implantou suas equipes e está trabalhando com agências da ONU para fortalecer a capacidade de saúde para tratar pacientes com ebola.

Zonas de isolamento foram instaladas no principal hospital de Mbandaka e em Bikoro. Centros de tratamento especial para o ebola também estão sendo estabelecidos em Mbandaka e Bikoro, que terão capacidade para tratar 20 pacientes cada.

Nos próximos dias, MSF prevê a entrega de várias toneladas de suprimentos, incluindo kits médicos; kits de proteção e desinfecção; kits logísticos e de higiene; e medicamentos paliativos para Mbandaka.

Nono surto no país

Este é o nono surto, desde a descoberta do vírus ebola no país, em 1976.

O vírus é endêmico na RDC e causa uma doença grave e aguda, que muitas vezes é fatal se não tratada. O vírus é transmitido ao ser humano através do contato com animais selvagens e pode ser passado de pessoa para pessoa. O ebola é fatal em cerca de 50% dos casos.

Um surto na África Ocidental que começou em 2014 deixou mais de 11 mil mortos em seis países e não foi declarado oficialmente pela OMS até o início de 2016.

Os primeiros sintomas geralmente incluem o início súbito de febre, fadiga, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta, seguido por vômitos e diarreia.


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