OMS: casos de COVID-19 ultrapassam 15 milhões no mundo; 620 mil mortes

A maioria dos casos no mundo, ou 10 milhões, estava em apenas dez países, com Estados Unidos, Brasil e Índia respondendo por quase metade. Na tarde de quinta-feira (23), os EUA ultrapassaram o marco de 4 milhões de infecções.

“Estamos pedindo a todos que tratem as decisões sobre aonde vão, o que fazem e com quem se encontram como decisões de vida ou morte – porque elas o são”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falando de Genebra.

Um profissional de saúde em Brazzaville, no Congo, usa equipamentos para se proteger do novo coronavírus. Foto: OMS

Um profissional de saúde em Brazzaville, no Congo, usa equipamentos para se proteger do novo coronavírus. Foto: OMS

Os casos de COVID-19 em todo o mundo ultrapassaram 15 milhões e quase 620 mil mortes. Na quinta-feira (23), a Organização Mundial da Saúde (OMS) instou as pessoas de todos os lugares a prevenirem a disseminação da doença, alertando que não haverá retorno ao “antigo normal”.

A maioria dos casos, ou 10 milhões, estava em apenas dez países, com os Estados Unidos, Brasil e Índia respondendo por quase metade. Na tarde de quinta-feira, os EUA ultrapassaram o marco de 4 milhões de infecções.

“Estamos pedindo a todos que tratem as decisões sobre aonde vão, o que fazem e com quem se encontram como decisões de vida ou morte – porque elas o são”, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, falando de Genebra.

“Pode não ser a sua vida, mas suas escolhas podem fazer a diferença entre vida e morte para alguém que você ama ou para um completo estranho.”

A COVID-19 alterou a vida de bilhões em todo o mundo, e Tedros disse ser compreensível que as pessoas queiram continuar com suas vidas.

“Mas não voltaremos ao ‘velho normal’. A pandemia já mudou a maneira como vivemos nossas vidas. Parte da adaptação ao ‘novo normal’ é encontrar maneiras de vivê-las com segurança”, disse ele.

Nas últimas semanas, foram relatados surtos associados a boates e outros locais onde as pessoas se reúnem, mesmo em lugares onde a transmissão de vírus havia sido suprimida.

“Devemos lembrar que a maioria das pessoas ainda é suscetível a esse vírus. Enquanto ele estiver circulando, todos estarão em risco”, disse Tedros. “Só porque os casos podem estar em um nível baixo onde você mora, isso não torna seguro baixar a guarda”.

Tedros sublinhou que qualquer pessoa, independentemente da idade ou do local onde vive, pode ajudar a liderar esforços para vencer a pandemia e recuperar melhor.

“Nos últimos anos, vimos jovens liderando movimentos populares pela mudança climática e igualdade racial. Agora precisamos que os jovens iniciem um movimento global pela saúde – por um mundo em que a saúde seja um direito humano, não um privilégio”, disse.

Mais de 10 mil trabalhadores da saúde infectados na África

Paralelamente, a agência de saúde da ONU destacou a ameaça que a COVID-19 representa para os trabalhadores de saúde da África, dos quais mais de 10 mil foram infectados até o momento.

Houve mais de 750 mil casos da doença no continente, com mais de 15 mil mortes.

“O crescimento que estamos vendo nos casos de COVID-19 na África está colocando uma pressão cada vez maior nos serviços de saúde em todo o continente”, disse Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS para a África.

“Isso tem consequências muito reais para os indivíduos que trabalham nesses serviços, e não há demonstração mais preocupante do que o número crescente de infecções entre esses trabalhadores.”

Globalmente, cerca de 10% dos casos de COVID-19 estão entre profissionais de saúde, embora as taxas sejam diferentes entre países.

As informações sobre infecções de trabalhadores da saúde na África ainda são limitadas, segundo a OMS, embora dados preliminares revelem que eles representam mais de 5% dos casos somente na África Subsaariana.

Os fatores que aumentam o risco entre profissionais da linha de frente incluem acesso inadequado a equipamentos de proteção individual e medidas fracas de prevenção e controle de infecções.

“Médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde são nossas mães, irmãos e irmãs. Eles estão ajudando a salvar vidas ameaçadas pela COVID-19. Precisamos garantir que tenham o equipamento, as habilidades e as informações necessárias para manter a si mesmos, seus pacientes e colegas em segurança.”