OMS aprova teste rápido para a tuberculose

Organização Mundial de Saúde aprovou nesta quarta-feira (08/12) um novo teste rápido para tuberculose, especialmente importante para os países mais afetados pela doença, que pode revolucionar o tratamento e controle da doença.

OMS aprova teste rápido para a tuberculoseA Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou nesta quarta-feira (08/12) um novo teste rápido para tuberculose, especialmente importante para os países mais afetados pela doença. O teste pode revolucionar o tratamento e controle da tuberculose ao fornecer um diagnóstico preciso em cerca de cem minutos – atualmente os resultados podem levar até três meses para serem revelados.

“Este novo teste representa um marco para o diagnóstico e tratamento da tuberculose no mundo. Ele representa também um nova esperança para milhares de pessoas em maior risco de contrair a doença”, disse o Diretor do Departamento ‘Acabe com a Tuberculose’ da OMS, Mario Raviglione. “Temos evidências científicas, temos uma política definida e agora pretendemos apoiar a implementação para o impacto nos países.”

A aprovação do teste pela OMS foi feita após 18 meses de rigorosas avaliações sobre a eficácia no diagnóstico da tuberculose, assim como da versão resistente a medicamentos e de uma possível complicação por uma infecção do vírus da AIDS, que é mais difícil de ser diagnosticada. Evidências indicam que a implementação do teste pode resultar num aumento significativo dos diagnósticos dos diferentes tipos da doença.

Teste simples e seguro

Muitos países ainda dependem de um método de diagnóstico desenvolvido há mais de um século. Este novo teste, que consiste numa automatização do NAAT (teste de amplificação de ácido nucleico), incorpora uma nova tecnologia que pode ser usada fora dos laboratórios convencionais. Ele também é benéfico por ser simples e seguro.

A OMS pede agora para que as condições da automatização do NAAT sejam claramente definidas. Também estão sendo emitidas políticas e orientações profissionais baseadas nas conclusões de uma série de especialistas e de uma consulta global realizada semana passada em Genebra, Suíça. A consulta contou com a presença de centenas de representantes de programas nacionais, agências de desenvolvimento para ajuda e parceiros internacionais.

A acessibilidade de compra tem sido um ponto-chave nas discussões sobre o teste. Em países de baixa ou média renda, onde há epidemia da tuberculose, ficou definido que haverá um preço preferencial, sujeito a mais reduções quando houver uma demanda maior. A Fundação para Diagnósticos Novos e Inovadores (FIND) anunciou uma negociação com a fabricante, Cepheid, para reduzir em até 75% o preço nos países mais afetados pela doença.”Está havendo um forte compromisso para a remoção de quaisquer obstáculos, incluindo barreiras financeiras, que possam impedir o êxito da implantação desta nova tecnologia”, declarou o Chefe Executivo da FIND, Giorgio Roscigno.

A OMS também está lançando recomendações e orientações para que os países incorporem este teste em seus programas. Isto inclui o teste de protocolos (ou algoritmos) para otimizar o uso e os benefícios do teste nas pessoas que mais necessitam dele. Apesar dos grandes avanços que têm sido feitos no tratamento e controle da tuberculose, estimativas apontam que, em 2009, 9,4 milhões de pessoas desenvolveram a doença e 1,7 milhão foram vitimadas por ela.