OMS apoia autoridades brasileiras no auxílio a pessoas com diabetes

Organização Mundial da Saúde apoia autoridades de saúde brasileiras na implementação de programas de prevenção, diagnóstico, detecção precoce e administração de complicações relacionadas à diabetes.

Daniel Bruno da Silva, morador de Dias d'Ávila (BA), recebe tratamento para diabetes e já enfrentou um derrame. Foto: OMS

Daniel Bruno da Silva, morador de Dias d’Ávila (BA), recebe tratamento para diabetes e já enfrentou um derrame. Foto: OMS

Como na maior parte dos países, o diabetes está crescendo no Brasil. Mas esforços estão sendo feitos nacionalmente, com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), para ajudar brasileiros como Daniel Bruno da Silva a manter uma vida produtiva e administrar os sintomas frequentemente debilitantes.

Morador de uma residência do programa Minha Casa Minha Vida, Daniel transformou sua casa na cidade de Dias d’Ávila, na Bahia, em uma loja de produtos de limpeza.

“Adaptei minha casa para servir também de loja”, disse Daniel, com orgulho. “Serve à minha pequena e isolada comunidade.”

O negócio foi vital para Daniel que, além de viver com diabetes, também sofreu um derrame e precisa de assistência médica.

Impactos do diabetes na saúde e na renda

Como explica o médico Lenildo de Moura, que trabalha na prevenção e no controle do diabetes e outras doenças não transmissíveis para a OPAS/OMS Brasil, a doença não diagnosticada pode significar risco de complicações de saúde, o que frequentemente acaba causando dificuldades financeiras.

“O diabetes tem impactos financeiros e de saúde severos para muitos brasileiros, e está aumentando. Amputações, cegueira, falhas nos rins: essas são as consequências que muitas pessoas enfrentam com o diabetes mal administrado”, disse Moura. “E quando a saúde das pessoas se deteriora, significa que elas não podem trabalhar, e nesses casos precisam de apoio de familiares para colocar comida na mesa.”

Tais consequências são evidentes no Centro de Prevenção e Reabilitação da Pessoa com Deficiência (CEPRED), localizado em Salvador.

Amputações estão entre as complicações da diabetes. Foto: OMS

Amputações estão entre as complicações da diabetes. Foto: OMS

“Aproximadamente todas as pessoas que chegam ao CEPRED para reabilitação após amputações de membros têm diabetes”, disse Moura. “Isso ocorre porque alguns não sabem que têm a doença. Quando chegam ao hospital, descobrem e muitas vezes é tarde demais.”

É por essa razão, disse, que investimento continuado na detecção precoce do diabetes é chave não apenas para ajudar as pessoas a descobrirem a doença, mas para aprenderem a administrá-la e garantir que tenham o melhor nível de vida e de saúde possível. A reabilitação apropriada para pessoas que vivem com complicações associadas à diabetes, incluindo amputações, é importante.

No Brasil, autoridades federais, estaduais e municipais investem em uma ampla gama de iniciativas de educação e atividades de conscientização. O objetivo é promover dietas saudáveis e atividade física para endereçar fatores de risco, incluindo sobrepeso e obesidade.

O diagnóstico precoce é outra medida essencial para evitar e administrar melhor as complicações da doença. O Ministério da Saúde oferece remédios grátis para qualquer pessoa com diabetes e condições relacionadas, incluindo hipertensão.

OMS apoia prevenção

A OMS apoia o Brasil com essas ações, ajudando autoridades de saúde a implementar programas de prevenção, diagnóstico, detecção precoce, e administrar complicações relacionadas à doença. Parceiros próximos nesses esforços incluem redes da sociedade civil.

Mas a crescente prevalência da obesidade e do sobrepeso no Brasil está resultando em mais pessoas desenvolvendo diabetes tipo 2, que tem aumentado constantemente desde os anos 1980, representando 8,8% das mulheres e 7,4% dos homens vivendo com diabetes. Mais da metade dos adultos no Brasil está acima do peso e 20% são obesos.

“Combater o diabetes e outras doenças não transmissíveis é prioridade para o Brasil. Para isso, é essencial investimento continuado e comprometimento com assistência de saúde”, disse Moura.