OMS adverte: COVID-19 chega a 196 países e mais vidas serão perdidas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (25) que pelo menos 413.467 casos foram confirmados e 18.433 pessoas morreram devido ao novo coronavírus em 196 países e territórios.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, explicou que a meta é ampliar a precisão e o foco para interromper a transmissão e salvar vidas, e apelou aos países que adotaram as medidas de bloqueio para atacar o novo coronavírus durante esse período.

Ação de prevenção em Lagos, na Nigéria. Foto: Ojo/Unicef

Ação de prevenção em Lagos, na Nigéria. Foto: Ojo/Unicef

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (25) que pelo menos 413.467 casos foram confirmados e 18.433 pessoas morreram devido ao novo coronavírus em 196 países e territórios.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, explicou que a meta é ampliar a precisão e o foco para interromper a transmissão e salvar vidas, e apelou aos países que adotaram as medidas de bloqueio para atacar o novo coronavírus durante esse período.

Apesar do avanço do COVID-19, o diretor-geral da OMS lembrou que outras pandemias e crises foram ultrapassadas e que não será diferente com o novo coronavírus. Para ele, a principal questão é o preço que será pago nesse processo.

Decisões

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou também que já se sabe que mais vidas serão perdidas, mas sugeriu decisões e ações a serem tomadas para conter o problema. Para Tedros, as medidas para conter o vírus como ‘pedir que pessoas fiquem em casa’ e ‘interromper seu movimento’ ajudam a ganhar tempo e baixar a pressão nos sistemas de saúde. No entanto, estas medidas por si só “não extinguirão a epidemia”, explicou o diretor-geral da OMS.

“A primeira sugestão é expandir, treinar e implementar trabalhadores da área da saúde. Os sistemas de saúde devem encontrar todos os casos suspeitos, além de aumentar a produção, a capacidade e a disponibilidade de testes”, disse o diretor-geral da OMS.

Controle

Outra proposta é melhorar locais de tratamento e isolamento de pacientes e a quarentena das pessoas que estiveram em contato com doentes. O diretor-geral da OMS pediu ainda um novo foco dos governos na supressão e no controle de casos. “Essas medidas são a melhor maneira de acabar e interromper a transmissão para que no fim das restrições o coronavírus não volte a surgir”, explicou.

Em nota separada, a alta comissária da ONU para direitos humanos, Michelle Bachelet, pede ações urgentes para prevenir avanço da COVID-19 em locais de detenção. Veja a matéria na íntegra aqui.