OMS: 13 países e territórios registram casos de malformações fetais que podem ter ligação com zika

Alguns casos são sugestivos de infecções congênitas, aponta Organização Mundial da Saúde (OMS). Em novo levantamento, agência da ONU destaca que 61 países e localidades registram atualmente transmissão do zika pelo mosquito Aedes aegypti. Outras dez nações já encontraram evidências de contaminação entre indivíduos, provavelmente por via sexual.

Mosquitos Aedes aegypti podem carregar o zika vírus assim como da dengue e chikungunya. Foto: AIEA

Mosquitos Aedes aegypti podem carregar o vírus da zika assim como da dengue e chikungunya. Foto: AIEA

Publicado nesta quinta-feira (30), um novo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 13 países e territórios — incluindo Brasil, Cabo Verde, Colômbia, El Salvador, Estados Unidos e Espanha — já notificaram casos de microcefalia e outras malformações do sistema nervoso central que estão potencialmente associados ao vírus zika ou são sugestivos de infecções congênitas.

Três destas nações — Eslovênia, Estados Unidos e Espanha — informaram ter identificado casos de microcefalia em bebês cujas mães possuem histórico recente de viagens para países afetados pela epidemia de zika na América Latina.

O relatório destaca também um aumento na incidência da síndrome de Guillain-Barré e/ou da confirmação laboratorial de casos da doença relacionados a infecção pelo zika em 17 países e localidades.

De acordo com o documento da OMS, 61 Estados e territórios registram atualmente transmissão do zika pelo mosquito Aedes aegypti, enquanto outras dez nações — como França, Alemanha, Argentina, Portugal e Estados Unidos — já encontraram evidências de contaminação entre indivíduos, provavelmente por via sexual.

Com base nas pesquisas realizadas até 29 de junho, há consenso científico de que o zika é uma das causas de microcefalia e da síndrome de Guillain-Barré.

A OMS observa que o zika continua a se propagar geograficamente para áreas onde os vetores estão presentes. Embora em alguns países o número de infecções pelo vírus tenha diminuído, ou em algumas regiões desses países, a vigilância tem que permanecer elevada, alerta a agência de saúde da ONU. Com base nas evidências disponíveis, a Organização não prevê um declínio geral da epidemia.


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