OIT saúda compromisso do G20 como primeiro passo global na resposta à crise COVID-19

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o compromisso dos líderes do G20 como um primeiro passo importante na construção de uma resposta verdadeiramente global aos desafios sem precedentes criados pela pandemia de COVID-19.

“O forte e claro compromisso do G20 de fazer o que for necessário para superar os impactos interligados na saúde, sociais e econômicos da pandemia é um primeiro passo muito bem-vindo. A decisão de não poupar esforços para proteger pessoas, empregos, renda e empresas é extremamente importante”, disse Ryder.

A juventude não é invencível, alerta chefe da Organização Mundial da Saúde. Foto: ONU

Uma avaliação preliminar da OIT sobre o efeito da pandemia no mundo global do trabalho, publicada em 18 de março, mostra que a crise pode aumentar o desemprego global em quase 25 milhões pessoas e levar milhões de pessoas ao subemprego e à pobreza no trabalho. Foto: ONU

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o compromisso dos líderes do G20 como um primeiro passo importante na construção de uma resposta verdadeiramente global aos desafios sem precedentes criados pela pandemia de COVID-19.

“O forte e claro compromisso do G20 de fazer o que for necessário para superar os impactos interligados na saúde, sociais e econômicos da pandemia é um primeiro passo muito bem-vindo. A decisão de não poupar esforços para proteger pessoas, empregos, renda e empresas é extremamente importante”, disse Ryder.

“Este é o momento da solidariedade global, especialmente para com as pessoas mais vulneráveis nas sociedades e para com o mundo emergente e em desenvolvimento. Também devemos oferecer nosso total apoio aos profissionais de saúde que estão na linha de frente da resposta médica”, acrescentou.

Ryder também enfatizou que a pandemia de COVID-19 transformou-se rapidamente em uma crise econômica global que poderia facilmente tornar-se uma recessão global e pediu medidas específicas para apoiar trabalhadoras(es), empregos e renda.

Essas medidas incluem a ampliação da proteção social, o apoio à retenção de empregos (por exemplo, trabalho com jornada reduzida, licença remunerada, outros subsídios) e benefícios financeiros e de alívio tributário, inclusive para micro, pequenas e médias empresas.

“Na crise financeira de 2008-2009, o mundo uniu-se e o pior foi evitado. Temos a chance de fazer o mesmo agora e de forma melhor. Mas devemos agir agora para que a década de 2020 não seja uma reprise da década de 1930”, afirmou.

Ryder também defendeu o uso do diálogo social – engajando trabalhadores e empregadores e seus representantes – como uma maneira essencial para criar a confiança pública e apoiar o tipo de medidas necessárias para superar uma crise.

Uma avaliação preliminar da OIT sobre o efeito da pandemia no mundo global do trabalho, publicada em 18 de março, mostra que a crise pode aumentar o desemprego global em quase 25 milhões pessoas e levar milhões de pessoas ao subemprego e à pobreza no trabalho.

Ryder participou da cúpula virtual extraordinária do G20 sobre a pandemia do vírus, que foi organizada pela Arábia Saudita por videoconferência.

“O G20 deve trabalhar com as Nações Unidas para implementar as ações necessárias globalmente e na escala necessária. Temos os meios para fazê-lo, precisamos apenas da vontade política de olhar para além das fronteiras nacionais”, concluiu.